Apresentação

A Zona da Mata de Pernambuco apresenta um quadro social e econômico de grande complexidade. A sua ocupação, que remonta à época do Descobrimento, deu-se inicialmente para a exploração do pau-brasil e, posteriormente, da cana-de-açúcar, desenvolvendo aí uma rica civilização açucareira que promoveu profundas mudanças no seu ambiente e na vida dos seus habitantes. Um espaço no qual se mesclam exuberantes paisagens, forte tradição cultural e histórica, e grandes centros urbanos, a Mata Pernambucana se destaca por abrigar uma das maiores economias da região Nordeste, apresentando, no entanto, aspectos contraditórios como alta taxa de migração de jovens do campo para as cidades, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo, inadequado esgotamento sanitário, alto índice de doenças, entre outros.

Embora a agroindústria canavieira ainda seja a base econômica dos setores primários e secundários da Zona da Mata, a bananicultura merece destaque como a segunda atividade agrícola de importância para essa mesorregião, além de estar presente em todas as propriedades nas quais a agricultura familiar é praticada. Mesmo com essa relevância, aliada aos solos e clima favoráveis, ainda se nota significativo déficit tecnológico nas áreas produtoras, seja na Mata Norte ou na Mata Sul, o que tem preocupado as instituições envolvidas com a sua cadeia produtiva.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), com a colaboração do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), têm envidado esforços para ajudar a minimizar as diferenças sociais e contribuir para a melhoria de vida do homem do campo. Ao disponibilizarem este Sistema de Produção, estarão preenchendo uma lacuna de quase 30 anos, desde a última publicação do gênero.

O trabalho, que traz informações atualizadas e objetivas sobre o cultivo da bananeira, é resultado do esforço conjunto de pesquisadores da Embrapa (Embrapa Tabuleiros Costeiros, Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e Embrapa Solos), IPA e Universidade Federal Rural de Pernambuco, conhecedores da cultura e da realidade do espaço rural da Zona da Mata Pernambucana, aliado à experiência de agricultores. Desse modo, a aplicação das técnicas contidas neste Sistema de Produção contribuirá, sobremaneira, para o desenvolvimento da bananicultura da região, incorporando seu produto aos mercados cada vez mais competitivos.

Edson Diogo Tavares, chefe-geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros  
Júlio Joé de Brito, d
iretor-presidente do IPA

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