Apresentação

 

Para a safra 2014/15, já foram disponibilizadas no mercado de sementes 478 cultivares de milho (onze a mais do que na safra anterior), sendo 292 cultivares transgênicas e 186 cultivares convencionais. Pelo segundo ano consecutivo, o número de cultivares transgênicas é maior do que o de cultivares convencionais. Além disso, como novidade no mercado, estão sendo comercializados dois híbridos duplos transgênicos, o que aumenta o leque de escolha para agricultores com menor capacidade de investimento. Atualmente, existem no Brasil produtores que já estão obtendo rendimentos de milho superiores a 12 t/ha-1 (200 sacos/ha-1) e ainda existem outros grupos de produtores que utilizam melhor tecnologia levando-os a produzirem acima de 14 t/ha-1. Entretanto, as produtividades médias alcançadas por outros agricultores dessas regiões onde se obtêm produções acima de 12 t/ha-1 são bem inferiores, demonstrando uma grande variação entre os sistemas de produção em uso no Brasil, o que proporciona grande variabilidade no potencial produtividade e de rendimento por área.

As mudanças que vêm ocorrendo nos sistemas de produção de milho no Brasil comprovam a profissionalização dos produtores. Essas mudanças, associadas ao papel cada vez mais importante de técnicos, consultores e extensionistas das redes públicas e privadas,  além do maior fluxo de informações via medias especializadas, têm levado o produtor a cada vez mais se profissionalizar no setor produtivo do agronegócio. Além disso, várias tecnologias ligadas à cultura foram implementadas, ou ainda estão sendo implementadas no setor agrícola brasileiro. Dentre elas, destacam-se:

  1. Utilização de cultivares de alto potencial genético (híbridos simples e triplos) e de cultivares não transgênicas e  transgênicas com resistência a lagartas e ao uso do herbicida glifosato.
  2. Espaçamento reduzido associado à maior densidade de plantio, permitindo melhor controle de plantas daninhas, controle de erosão, melhor aproveitamento de água, luz e nutrientes, além de permitir uma otimização das máquinas plantadoras.
  3. Melhoria na qualidade das sementes associada ao tratamento dos grãos, especialmente o tratamento industrial, máquinas e equipamentos de melhor qualidade, que garante boa plantabilidade boa distribuição das plantas emergidas, garantindo assim maior índice de sobrevivência do plantio à colheita.
  4. Uso intensivo do Manejo Integrado de Pragas, Doenças e Plantas Daninhas (MIP).
  5. Correção do solo baseando-se em dados de análise e levando em consideração o sistema, e não a cultura individualmente.

 

Além dessas, deve ser enfatizada a utilização de tecnologias como o sistema de plantio direto, a integração lavoura-pecuária, a agricultura de precisão e melhores técnicas de irrigação, que têm permitido uma melhoria do potencial produtivo das lavouras.

A produção de milho no Brasil é caracterizada pelo plantio em duas épocas: primeira safra (ou safra de verão) e segunda safra (ou safrinha). Os plantios de verão são realizados em todos os estados, na época tradicional, durante o período chuvoso, que ocorre no final de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste. Na região Nordeste, esse período ocorre no início do ano. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) classifica como segunda safra a safrinha propriamente dita e a safra de inverno plantada em Rondônia, Tocantins e em determinadas regiões da Bahia e de Sergipe.

A safrinha refere-se ao milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, geralmente de janeiro a março ou até, no máximo, meados de abril, quase sempre depois da soja precoce e predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Tem–se verificado, nos últimos anos, decréscimo nas área plantadas da primeira safra, mas compensado pelo aumento do plantio no período da safrinha e no aumento do rendimento de grãos das lavouras de milho, tanto na primeira safra quanto na safrinha. Apesar das condições desfavoráveis de clima, os sistemas de produção da safrinha têm sido aprimorados e adaptados a essas condições, o que tem contribuído para elevar os rendimentos das lavouras também nessa época.

De acordo com a Conab (abril de 2014), a área cultivada com o milho na primeira safra em 2013/14 foi de 6.629,4 mil hectares, 2,3% menor que a de 2012/2013.  Na segunda safra de 2014, foram plantados 8.836,5 mil hectares, ou seja, 33,2% a mais que a área plantada na primeira safra.                                                                                  

A área total cultivada com milho, resultante da soma da primeira e segunda safras, alcançou 15.829,3 mil hectares, apresentando crescimento de 4,0% em relação à safra anterior, de 15.156,7 mil hectares, gerando uma produção de 75.455,6 milhões de toneladas.

A produtividade média da primeira safra foi de 4.754 kg ha-1, 6,7% menor que a safra 2012/13, que alcançou 5.079 kg ha-1. Esta queda é refletida pelas produtividades dos estados das regiões Sudeste, Centroeste, Sul e do Nordeste, seriamente castigados pela falta de chuvas nos meses de plantio e durante o ciclo de desenvolvimento da cultura, bem como outras adversidades climáticas ocorridas.

A produtividade média da segunda safra de milho foi de 4,973 kg ha-1, 4,1% menos que a obtida na safra passada, refletindo as más condições climáticas ocorridas no período.

Pela ponderação das produtividades das duas safras, a média nacional de 2013/2014 deve ficar em 4.879kg ha-1, 5,2% menor que a safra anterior, quando em 2012/2013 alcançou 5.149 kg ha-1.

A produção brasileira de milho esperada para a safra 2013/14 passa a ser de 75.455,6 milhões de toneladas. Ela é resultado de 31,515,3 milhões de toneladas produzidas na primeira safra e de 43.940,3 milhões de toneladas esperadas para a segunda safra.

Mais informações sobre estatísticas e a atual conjuntura econômica relacionada à cultura do milho podem ser encontradas na página do Centro de Inteligência do Milho (CIMilho).

 

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9ª edição

Nov/2015

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