Pragas

A ocorrência de doenças, plantas daninhas e insetos pragas, juntos ou individualmente podem afetar significativamente o potencial produtivo da planta de milho. Também os insetos pragas em especial, podem afetar de maneira total ou parcial esse potencial produtivo. É possível encontrar em determinada região ou determinado ano agrícola, a presença de espécies de pragas que têm a capacidade de reduzir o número ideal de plantas, seja por danificar e matar a semente logo após o plantio, ou a plântula antes ou após a emergência. A planta também pode ser morta pelo efeito sinérgico do ataque dos insetos praga e pela competição com outros fatores, como plantas daninhas, doenças ou estresses abióticos como escassez de água, por exemplo. Em função da espécies de insetos e da época de ataque pode não ocorrer a morte da planta, e sim uma redução parcial de sua capacidade de produção. No entanto, como pode haver ataques por mais de uma espécie, o somatório das perdas pode atingir valores significativos, a ponto de comprometer a rentabilidade do agronegócio. O manejo de pragas tem sido considerado como fator fundamental para reduzir as perdas ocasionadas pelas pragas levando em consideração além dos aspectos econômicos, também os aspectos ambientais, notadamente quando ainda se considera a utilização de um inseticida químico como parte das táticas do manejo. A tabela 1 relaciona todos os inseticidas registrados para a cultura do milho.

As pragas iniciais atacam as sementes, raízes e plântulas (Plantas jovens) do milho após a semeadura. O tipo de ataque reduz o número de plantas na área cultivada e o potencial produtivo da lavoura. Esses insetos são de hábito subterrâneo ou superficiais e a maioria das vezes passam despercebidos pelo agricultor, dificultando o emprego de medidas para o seu controle.

Os danos causados pelas pragas da fase vegetativa e reprodutiva do milho variam de acordo com o estádio fenológico da planta, condições edafoclimáticas, sistemas de cultivo e fatores bióticos localizados. Nessas fases, a cultura é atacada por várias espécies-praga.

A definição de Manejo Integrado de Pragas (MIP) adotada por um painel organizado pela FAO enuncia: "Manejo Integrado de Pragas é o sistema de manejo de pragas que no contexto associa o ambiente e a dinâmica populacional da espécie, utiliza todas as técnicas apropriadas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém a população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico".

Os fundamentos, tanto do Controle Integrado como do Manejo Integrado de Pragas, baseiam-se em quatro elementos: na exploração do controle natural, dos níveis de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas, no monitoramento das populações para tomadas de decisão e na biologia e ecologia da cultura e de suas pragas. Estas premissas implicam no conhecimento dos fatores naturais de mortalidade, nas definições das densidades populacionais ou da quantidade de danos causados pelas espécies-alvo equivalentes aos níveis de dano econômico (NDE) e de controle (NC), que fica imediatamente abaixo do NDE. Outra variável importante seria a determinação do nível de equilíbrio (NE) das espécies que habitam o agroecossistema em questão. Em função da flutuação da densidade da espécie-alvo e de sua posição relativa a esses três níveis (NE, NDE E NC) ao longo do tempo, as espécies podem ser classificadas em pragas-chave (densidade populacional sempre acima do NDE), pragas esporádicas (densidade na lavoura raramente atinge o NDE) e não-pragas (a densidade da espécie em questão nunca atinge o NDE). Mais recentemente tem sido proposto também o nível de não-controle (NNC), ou seja, a densidade populacional de uma ou mais espécies de inimigos naturais capaz de reduzir a população da espécie -alvo a níveis não econômicos, dispensando assim, a utilização de medidas de controle. A partir da safra 2008/2009 o Brasil passou a cultivar oficialmente milhos transgênicos, desta forma é importante que os produtores tenham informações sobre o Manejo Integrado de pragas em lavouras plantadas com milho geneticamente modificado com gene bt (Milho Bt).

Tabela 1. Inseticidas registrados para o controle de insetos-praga na cultura do milho – Setembro/2012.

Praga Ingrediente Ativo Nome Comercial Form. C.TOX. DOSE (p.c.) Fabricante
Acromyrmex landolti landolti fipronil Klap SC III 20 ml/ha BASF
Agrotis ipsilon carbosulfano Fenix Star LS II 1500 ml/100 kg sem. FMC
Agrotis ipsilon carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Agrotis ipsilon cipermetrina Galgotrin EC I 60 ml/ha CHEMOTÉCNICA
Agrotis ipsilon clorpirifós Lorsban 480 BR EC II 1000 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Agrotis ipsilon clorpirifós Vexter EC II 1000 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Agrotis ipsilon lambda-cialotrina Karate Zeon 250 CS CS III 100 ml/ha SYNGENTA
Agrotis ipsilon lambda-cialotrina Karate Zeon 50 CS CS III 500-600 ml/ha SYNGENTA
Agrotis ipsilon permetrina Pounce 384 EC EC III 100-130 ml FMC
Agrotis ipsilon terbufós Counter 150 G GR I 13 kg/ha AMVAC
Astylus variegatus carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Atta sexdens rubropilosa fipronil Klap SC III 20 ml/ha BASF
Cornitermes snyderi carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Dalbulus maidis tiametoxam Cruiser 350 FS SC III 400 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Dalbulus maidis tiametoxam Cruiser 700 WS WS III 150-200 g/100 kg sem. SYNGENTA
Dalbulus maidis clotianidina Poncho FS III 400 ml/100 kg sem. BAYER
Dalbulus maidis imidacloprido Gaucho 600 A SC III 800 ml/100 kg sem. BAYER
Dalbulus maidis imidacloprido Gaucho FS FS III 800 ml/100 kg sem. BAYER
Dalbulus maidis imidacloprido Imidacloprid 600 FS SC III 800 ml/100 kg sem. ROTAM
Dalbulus maidis imidacloprido Saluzi 600 FS FS III 800 ml/100 kg sem. ROTAM
Deois flavopicta imidacloprido+tiodicarbe Cropstar SC II 250-350 ml/ha BAYER
Deois flavopicta tiametoxam Cruiser 350 FS SC III 400 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Deois flavopicta tiametoxam Cruiser 700 WS WS III 150-200 g/100 kg sem. SYNGENTA
Deois flavopicta carbosulfano Fenix FS II 2400-2800 ml/100 kg sem. FMC
Deois flavopicta tiodicarbe Tiodicarbe 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Deois flavopicta carbofurano Diafuran 50 GR I 20 kg/ha FMC
Deois flavopicta imidacloprido Gaucho 600 A SC III 600 ml/100 kg sem. BAYER
Deois flavopicta imidacloprido Gaucho FS FS III 600 ml/100 kg sem. BAYER
Deois flavopicta imidacloprido Imidacloprid 600 FS SC III 600 ml/100 kg sem. ROTAM
Deois flavopicta imidacloprido Saluzi 600 FS FS III 600 ml/100 kg sem. ROTAM
Deois flavopicta tiodicarbe Saddler 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Deois flavopicta tiodicarbe Semevin 350 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Diabrotica speciosa bifentrina Capture 400 EC EC III 75 ml/ha FMC
Diabrotica speciosa clorpirifós Astro EW III 300-500 ml/ha BAYER
Diabrotica speciosa clorpirifós Lorsban 10 GR GR IV 11 kg/ha DOW AGROSCIENCES
Diabrotica speciosa clorpirifós Sabre EW III 2600 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Diabrotica speciosa fipronil Regent 800 WG WG II 0,1 kg/ha BASF
Diabrotica speciosa forato Granutox 150 G GR II 17 kg/ha AMVAC
Diabrotica speciosa imidacloprido Gaucho WS IV 700 g/100 kg sem. BAYER
Diabrotica speciosa terbufós Counter 150 G GR I 13 kg/ha AMVAC
Diatraea saccharalis lambda-cialotrina Karate Zeon 50 CS CS III 300 ml/ha SYNGENTA
Dichelops furcatus tiametoxam Cruiser 350 FS SC III 600 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Dichelops furcatus tiametoxam Cruiser 700 WS WS III 300 g/100 kg sem. SYNGENTA
Dichelops furcatus clotianidina Poncho FS III 350 ml/100 kg sem. BAYER
Dichelops furcatus imidacloprido Gaucho 600 A SC III 350 ml/100 kg sem. BAYER
Dichelops furcatus imidacloprido Gaucho FS FS III 350 ml/100 kg sem. BAYER
Dichelops melacanthus tiametoxam+cipermetrina Alika EC III 200-300 ml/ha SYNGENTA
Dichelops melacanthus imidacloprido, beta-ciflutrina Connect SC II 500-1000 ml/ha BAYER
Dichelops melacanthus imidacloprido, tiodicarbe Cropstar SC II 20-350 ml/ha BAYER
Dichelops melacanthus cipermetrina Engeo EC III 200-300 ml/ha SYNGENTA
Dichelops melacanthus clotianidina Poncho FS III 350 ml/100 kg sem. BAYER
Dichelops melacanthus lambda-cialotrina Engeo Pleno SC III 200-250 ml/ha SYNGENTA
Dichelops melacanthus lambda-cialotrina Karate Zeon 50 CS CS III 300 ml/ha SYNGENTA
Diloboderus abderus tiodicarbe Futur 300 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Diloboderus abderus tiodicarbe Tiodicarbe 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Diloboderus abderus bifentrina Capture 120 FS FS II 1000-1500 ml/100 kg sem. FMC
Diloboderus abderus tiodicarbe Saddler 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Diloboderus abderus tiodicarbe Semevin 350 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Elasmopalpus lignosellus carbofurano Carboran Fersol 350 SC SC I 2000 ml/ha FERSOL
Elasmopalpus lignosellus imidacloprido + tiodicarbe Cropstar SC II 300-350 ml/ha BAYER
Elasmopalpus lignosellus tiametoxam Cruiser 350 FS SC III 600 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Elasmopalpus lignosellus tiametoxam Cruiser 700 WS WS III 300 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Elasmopalpus lignosellus carbofurano Diafuran 50 GR I 30 kg/ha FMC
Elasmopalpus lignosellus carbosulfano Fenix FS II 2400-2800 ml/100 kg sem. FMC
Elasmopalpus lignosellus carbosulfano Fenix Star LS II 1250 ml /100 kg sem. FMC
Elasmopalpus lignosellus carbofurano Furadan 350 SC SC I 3000-4000 ml/ha FMC
Elasmopalpus lignosellus carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Elasmopalpus lignosellus carbofurano Furadan 50 GR GR III 20-30 kg/ha FMC
Elasmopalpus lignosellus carbofurano Furazin 350 FS SC I 2250 ml/100 kg sem. FMC
Elasmopalpus lignosellus tiodicarbe Futur 300 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Elasmopalpus lignosellus clorpirifós Lorsban 480 BR EC II 1000 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Elasmopalpus lignosellus carbosulfano Marzinc 250 DS DS II 2,0 kg/100 kg sem. FMC
Elasmopalpus lignosellus furatiocarbe Promet 400 CS SL III 1600 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Elasmopalpus lignosellus tiodicarbe Saddler 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Elasmopalpus lignosellus tiodicarbe Semevin 350 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Elasmopalpus lignosellus tiodicarbe Tiodicarbe 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Elasmopalpus lignosellus clorpirifós Vexter EC II 1000 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Frankliniella williamsi imidacloprido+tiodicarbe Cropstar SC II 250-350 ml/ha BAYER
Frankliniella williamsi clotianidina Poncho FS III 350 ml/100 kg sem. BAYER
Frankliniella williamsi imidacloprido Gaucho 600 A SC III 800 ml/100 kg sem. BAYER
Frankliniella williamsi imidacloprido Gaucho FS FS III 800 ml/100 kg sem. BAYER
Frankliniella williamsi imidacloprido Imidacloprid 600 FS SC III 800 ml/100 kg sem. ROTAM
Frankliniella williamsi imidacloprido Saluzi 600 FS FS III 800 ml/100 kg sem. ROTAM
Frankliniella williamsi lambda-cialotrina Engeo Pleno SC III 200-250 ml/ha SYNGENTA
Helicoverpa zea triclorfom Dipterex 500 SL II 800-2000 ml/ha UNITED
Mocis latipes Bacillus thuringiensis Thuricide WP IV 0,4-0,6 kg/ha BIO CONTROLE
Mocis latipes clorpirifós Lorsban 480 BR EC II 600 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Mocis latipes clorpirifós Vexter EC II 600 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Mocis latipes malationa Malathion 500 CE EC III 2500 ml/ha ACTION
Mocis latipes triclorfom Dipterex 500 SL II 800-2000 ml/ha UNITED
Phyllophaga cuyabana fipronil Amulet SC III 40-50 ml/ha BASF
Phyllophaga cuyabana clotianidina Poncho FS III 350 ml/100 kg sem. BAYER
Phyllophaga cuyabana fipronil Belure FS III 40-50 ml/ha BASF
Phyllophaga cuyabana fipronil Standak SC III 40-50 ml/ha BASF
Phyllophaga cuyabana fipronil Violin TS FS III 40-50 ml/ha BASF
Pratylenchus brachyurus carbofurano Diafuran 50 GR I 60 kg/ha FMC
Pratylenchus zeae carbofurano Diafuran 50 GR I 60 kg/ha FMC
Pratylenchus zeae carbofurano Furadan 50 GR GR III 35 kg/ha FMC
Procornitermes triacifer carbosulfano Fenix FS II 2000-2800 ml/100 kg sem. FMC
Procornitermes triacifer carbofurano Furazin 310 FS SC I 2250 ml/100 kg sem. FMC
Procornitermes triacifer carbosulfano Marzinc 250 DS DS II 2000 g/100 kg sem. FMC
Procornitermes triacifer benfuracarbe Laser 400 SC SC II 1750-2500 ml/100 kg sem. IHARABRAS
Procornitermes triacifer benfuracarbe Oncol Sipcam SC II 1750-2500 ml/100 kg sem. SIPCAM ISAGRO
Procornitermes triacifer carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Procornitermes triacifer imidacloprido Gaucho 600 A SC III 250 ml/100 kg sem. BAYER
Procornitermes triacifer imidacloprido Gaucho FS FS III 250 ml/100 kg sem. BAYER
Procornitermes triacifer terbufós Counter 150 G GR I 13 kg/ha AMVAC
Pseudaletia sequax zeta-cipermetrina Fury 400 EC EC II 37,5 ml/ha FMC
Pseudaletia sequax zeta-cipermetrina Mustang 350 EC EC II 100 ml/ha FMC
Rhopalosiphum maidis imidacloprido+tiodicarbe Cropstar SC II 250-350 ml/ha BAYER
Rhopalosiphum maidis clotianidina Poncho FS III 400 ml/100 kg sem. BAYER
Rhopalosiphum maidis imidacloprido Gaucho 600 A SC III 400 ml/100 kg sem. BAYER
Rhopalosiphum maidis imidacloprido Gaucho FS FS III 400 ml/100 kg sem. BAYER
Scaptocoris castanea terbufós Counter 150 G GR I 13 kg/ha AMVAC
Spodoptera frugiperda alfa-cipermetrina Fastac 100 SC SC III 50 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda triflumurom Alsystin 250 WP WP IV 0,1 kg/ha BAYER
Spodoptera frugiperda carbofurano Carboran Fersol 350 SC SC I 2000ml/100 kg sem. FERSOL
Spodoptera frugiperda imidacloprido+beta-ciflutrina Connect SC II 750-1000 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda imidacloprido+tiodicarbe Cropstar SC II 300-350 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda parationa-metílica Ferus EC I 650 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda tiodicarbe Futur 300 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Spodoptera frugiperda enxofre Kumulus DF WG IV 1 kg/ha BASF
Spodoptera frugiperda metomil Lannate BR SL I 600 ml/ha DU PONT
Spodoptera frugiperda Gama-cialotrina Stallion 60 CS CS III 60 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda triflumurom+beta-ciflutrina Thorn SC III 85-100 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda Bacillus thuringiensis Thuricide WP IV 0,4-0,6 kg/ha BIO CONTROLE
Spodoptera frugiperda tiodicarbe Tiodicarbe 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Spodoptera frugiperda alfa-cipermetrina+ teflubenzurom Imunit SC III 150-170 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda beta-ciflutrina Bulldock 125 SC SC II 40 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda beta-ciflutrina Ducat EC II 100 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda beta-ciflutrina Full EC II 100 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda beta-ciflutrina Turbo EC II 100 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda beta-cipermetrina Akito EC I 75-100 ml/ha ARYSTA LIFESCIENCE
Spodoptera frugiperda carbofurano Diafuran 50 GR I 30 kg/ha FMC
Spodoptera frugiperda carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Spodoptera frugiperda carbofurano Furadan 50 GR GR III 20-30 kg/ha FMC
Spodoptera frugiperda carbofurano Ralzer 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FERSOL
Spodoptera frugiperda ciflutrina Baytroid EC EC III 300 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda cipermetrina Arrivo 200 EC EC III 50-80 ml/ha FMC
Spodoptera frugiperda cipermetrina Cipermetrina Nortox 250 EC EC I 40-65 ml/ha NORTOX
Spodoptera frugiperda cipermetrina Cipertrin EC I 50-60 ml/ha PRENTISS
Spodoptera frugiperda cipermetrina Commanche 200 EC EC III 50-80 ml/ha FMC
Spodoptera frugiperda cipermetrina Cyptrin 250 CE EC I 50-60 ml/ha NUFARM
Spodoptera frugiperda cipermetrina Galgotrin EC I 50 ml/ha CHEMOTÉCNICA
Spodoptera frugiperda cipermetrina Perito ED I 50-80 ml/ha DVA AGRO
Spodoptera frugiperda cipermetrina Ripcord 100 EC II 100 ml/ha FERSOL
Spodoptera frugiperda cipermetrina+ profenofós Polytrin 400/40 CE EC III 250-400 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda clorfenapir Pirate SC III 500-750 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda clorfluazurom Atabron 50 EC EC I 150-300 ml/ha ISHIHARA
Spodoptera frugiperda clorpirifós Astro EW III 300-500 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda clorpirifós Catcher 480 EC EC I 400-600 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda clorpirifós Clorpirifós Fersol 480 EC EC I 400-600 ml/ha FERSOL
Spodoptera frugiperda clorpirifós Clorpirifós Sabero 480 EC EC I 400-600 ml/ha SABERO
Spodoptera frugiperda clorpirifós Clorpirifos Sanachem 480 CE EC I 400-600 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda clorpirifós Curinga EC I 400-600 ml/ha MILENIA
Spodoptera frugiperda clorpirifós Klorpan 480 EC EC II 400-600 ml/ha NUFARM
Spodoptera frugiperda clorpirifós Lorsban 480 BR EC II 400-600 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda clorpirifós Nufos 480 EC EC I 400-600 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda clorpirifós Pitcher 480 EC EC I 400-600 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda clorpirifós Pyrinex 480 EC EC II 400 ml/ha MILENIA
Spodoptera frugiperda clorpirifós Sabre EW III 300-500 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda clorpirifós Vexter EC II 400-600 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda cromafenozida Ciclone SC III 500 ml/ha ARYSTA LIFESCIENCE
Spodoptera frugiperda cromafenozida Matric SC III 500 ml/ha ARYSTA
Spodoptera frugiperda deltametrina Decis 25 EC EC III 200 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda deltametrina Decis Ultra 100 EC EC I 40-50 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda deltametrina Deltaphos EC EC I 250-350 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda deltametrina Dominador SC IV 50-75 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda deltametrina Keshet 25 EC EC I 200 ml/ha MILENIA
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Diflubenzuron 240 SC Helm SC III 100 ml/ha HELM
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Difluchem 240 SC SC III 100 ml/ha HELM
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Dimilin WP IV 0,1 kg/ha CHEMTURA
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Dimilin 80 WG WG III 0,03 kg/ha CHEMTURA
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Du Dim 80 WG WG III 0,03 kg/ha CHEMTURA
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Du Din WP I 0,1 kg/ha CHEMTURA
Spodoptera frugiperda diflubenzurom Truly Max WP I 0,1-0,12 kg/ha SINON
Spodoptera frugiperda esfenvalerato Sumidan 25 EC EC I 600-800 ml/ha SUMITOMO CHEMICAL
Spodoptera frugiperda espinosade Alea SC III 37,5-100 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda espinosade Tracer SC IV 37,5-100 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda etofenproxi Safety EC III 70-100 ml/ha IHARABRAS
Spodoptera frugiperda etofenproxi Trebon 100 SC SC III 100-140 ml/ha SIPCAM ISAGRO
Spodoptera frugiperda fenpropatrina Danimen 300 EC EC I 100-120 ml/ha SUMITOMO
Spodoptera frugiperda fenpropatrina Meothrin 300 EC I 75-150 ml/ha SUMITOMO
Spodoptera frugiperda flubendiamida Belt SC III 100-150 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda furatiocarbe Promet 400 CS SL III 1600 ml/100 kg sem. SYNGENTA
Spodoptera frugiperda gama-cialotrina Fentrol CS III 60 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda gama-cialotrina Nexide CS III 25 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda gama-cialotrina Stallion 150 CS CS III 25 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda indoxacarbe Avaunt 150 SC II 250-400 ml/ha DU PONT
Spodoptera frugiperda lambda-cialotrina Engeo Pleno SC III 200-250 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda lambda-cialotrina Karate 50 EC EC II 150 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda lambda-cialotrina Karate Zeon 250 CS CS III 30 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda lambda-cialotrina Karate Zeon 50 CS CS III 150 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda lambda-cialotrina Toreg 50 EC EC I 150 ml/ha UNITED PHOSPHORUS
Spodoptera frugiperda lufenurom Match EC EC IV 300 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda malationa Malathion 500 CE SULTOX EC III 2500 ml/ha ACTION
Spodoptera frugiperda metomil Extreme - I 600 ml/ha DU PONT
Spodoptera frugiperda metomil Lannate Express SL II 600 ml/ha DU PONT
Spodoptera frugiperda metomil Majesty SL I 600 ml/ha DU PONT
Spodoptera frugiperda metomil Methomex 215 SL SL II 600 ml/ha MILENIA
Spodoptera frugiperda metoxifenozida Intrepid 240 SC SC IV 150-180 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda metoxifenozida Valient SC IV 150-180 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda novalurom Gallaxy 100 EC EC IV 150 ml/ha MILENIA
Spodoptera frugiperda novalurom Rimon 100 EC EC IV 150 ml/ha MILENIA
Spodoptera frugiperda parationa-metílica Folisuper 600 BR . EC I 500-650 ml/ha NUFARM
Spodoptera frugiperda parationa-metílica Mentox 600 EC EC II 650 ml/ha PRENTISS
Spodoptera frugiperda parationa-metílica Nitrosil 600 CE EC I 650 ml/ha DE SANGOSSE
Spodoptera frugiperda parationa-metílica Paracap 450 CS CS III 700 ml/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda permetrina Permetrina Fersol 384 EC EC I 100-130 ml/ha FERSOL
Spodoptera frugiperda permetrina Piredan EC II 65 ml/ha DU PONT
Spodoptera frugiperda permetrina Pounce 384 EC EC III 65 ml/ha FMC
Spodoptera frugiperda permetrina Supermetrina Agria 500 EC I 50 ml/ha DVA AGRO
Spodoptera frugiperda permetrina Talcord 250 EC I 100 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda permetrina Valon 384 CE EC II 65 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda piridafentiona Ofunack 400 EC EC III 500 ml/ha SIPCAM ISAGRO
Spodoptera frugiperda profenofós Curacron 500 EC III 500 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda profenofós Polytrin EC III 250-400 ml/ha SYNGENTA
Spodoptera frugiperda tebufenozida Mimic 240 SC SC IV 300 ml/ha DOW AGROSCIENCES
Spodoptera frugiperda teflubenzurom Dart SC IV 50-100 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda teflubenzurom Dart 150 SC IV 50-100 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda teflubenzurom Nomolt 150 SC IV 50-100 ml/ha BASF
Spodoptera frugiperda tiodicarbe Larvin 800 WG WG III 100-150 g/ha BAYER
Spodoptera frugiperda tiodicarbe Larvin WG WG III 0,1-0,15 kg/ha BAYER
Spodoptera frugiperda tiodicarbe Saddler 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Spodoptera frugiperda tiodicarbe Semevin 350 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER
Spodoptera frugiperda triazofós Hostathion 400 EC II 300-500 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda triclorfom Dipterex 500 SL II 800-2000 ml/ha UNITED
Spodoptera frugiperda triflumurom Alsystin SC SC IV 50 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda triflumurom Certero SC IV 50 ml/ha BAYER
Spodoptera frugiperda triflumurom Rigel WP WP II 100 g/ha CHEMINOVA
Spodoptera frugiperda zeta-cipermetrina Fury 180 EW EW II 40 ml/ha FMC
Spodoptera frugiperda zeta-cipermetrina Fury 200 EW EW III 80-100 ml/ha FMC
Spodoptera frugiperda zeta-cipermetrina Fury 400 EC EC II 50-80 ml/ha FMC
Spodoptera frugiperda zeta-cipermetrina Mustang 350 EC EC II 80-200 ml/ha FMC
Syntermes molestus benfuracarbe Laser 400 SC SC II 1750-2500 ml/100 kg sem. IHARABRAS
Syntermes molestus carbosulfano Fenix FS II 2000-2800 ml/100 kg sem. FMC
Syntermes molestus carbofurano Furazin 310 FS SC I 2250 ml/100 kg sem. FMC
Syntermes molestus carbosulfano Marzinc 250 DS DS II 2000 g/100 kg sem. FMC
Syntermes molestus tiodicarbe Tiodicarbe 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Syntermes molestus benfuracarbe Oncol Sipcam SC II 1750-2500 ml/100 kg sem. SIPCAM ISAGRO
Syntermes molestus carbofurano Furadan 350 TS SC I 2000-3000 ml/100 kg sem. FMC
Syntermes molestus imidacloprido Gaucho WS IV 1000 g/100 kg sem. BAYER
Syntermes molestus imidacloprido Gaucho 600 A SC III 400 ml/100 kg sem. BAYER
Syntermes molestus imidacloprido Gaucho FS FS III 400 ml/100 L água BAYER
Syntermes molestus terbufós Counter 150 G GR I 13 kg/ha AMVAC
Syntermes molestus tiodicarbe Saddler 350 SC SC I 2000 ml/100 kg sem. ROTAM
Syntermes molestus tiodicarbe Semevin 350 SC III 2000 ml/100 kg sem. BAYER

Fonte: Agrofit/MAPA

Pragas iniciais

Vários insetos atacam as sementes, raízes e plântulas (Plantas jovens) do milho após a semeadura. O tipo de ataque reduz o número de plantas na área cultivada e o potencial produtivo da lavoura. Esses insetos são de hábito subterrâneo ou superficiais e a maioria das vezes passam despercebidos pelo agricultor, dificultando o emprego de medidas para o seu controle. A importância desses insetos variam de acordo com o local, ano e sistema de cultivo. As principais espécies, sua importância para a cultura, sintomas de danos e métodos de controle disponíveis são descritos a seguir:

Pragas que atacam sementes e raízes
Larva alfinete (Diabrotica spp.)

Importância econômica - No Brasil, a espécie predominante é a D. speciosa, cujos adultos (Figura 1) alimentam-se das folhas de hortaliças, feijoeiro, soja, girassol, bananeira, algodoeiro e milho. As larvas, atacam as raízes do milho e tubérculos de batata. O prejuízo causado por essa larva tem sido expressivo nos estados do Sul e em algumas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Foto: Ivan Cruz / Paulo Afonso Viana

Figura 1. Pragas que atacam sementes e raízes.

Sintomas de danos - a larva alimenta das raízes do milho (Figura 2) e interfere na absorção de nutrientes e água, e também reduz a sustentação das plantas. O ataque, ocasiona o acamamento das plantas em situações de ventos fortes e de alta precipitação pluviométrica. Mais de 3,5 larvas por planta são suficientes para causar danos ao sistema radicular.

Foto: Ivan Cruz / Paulo Afonso Viana

Figura 2. Pragas que atacam sementes e raízes.

Métodos de controle - No Brasil, o controle dessa larva é pouco realizado na cultura do milho e tem-se baseado quase que exclusivamente no emprego de inseticidas químicos (Tabela 2) aplicados via tratamento de sementes, granulados e pulverização no sulco de plantio. Excesso e baixa umidade do solo são desfavoráveis a larva. O método de preparo de solo influência a população desse inseto. A ocorrência da larva é maior em sistema de plantio direto do que em plantio convencional. Os agentes de controle biológico mais eficientes são através dos inimigos naturais, Celatoria bosqi, Centistes gasseni, e dos fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae.

Tabela 2. Inseticidas registrados para o controle de insetos-praga na cultura do milho. 2002.

Praga

Ingrediente ativo

Nome comercial

Form.

C.TOX.

Dose (p.c./ha)

Fabricante

Agrotis ipsilon

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 3,0 l

Fersol

 

 

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

 

terbufos

Counter 150 G

GR

I

13,0 kg

Basf

 

 

Counter 50 G

GR

I

40,0 kg

Basf

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

 

Vexter

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

cypermethrin

Galgotrin

EC

II

0,06 l

Chemotécnica Sintyal

 

lambdacyhalothrin

Karate Zeon 250 CS

CS

III

0,01 l

Syngenta

 

permethrin

Pounce 384 CE

EC

II

0,01 - 0,013 l

FMC

Astylus variegatus

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg

sem.

Cornitermes snyderi

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

Daubulus maidis

imidaclorprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l

Bayer

 

thiomethoxan

Cruiser

DP

III

0,15 - 0,2 kg/100 kg sem.

Syngenta

Deois flavopicta

carbofuran

Diafuran 50

GR

I

20,0 kg

Hokko

 

carbosulfan

Marshal TS

FS

II

2,4 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho FS

FS

IV

0,6 l/100 kg sem.

Bayer

 

thiamethoxan

Cruiser 700 WS

WS

III

0,15 - 0,20 kg/100 kg sem.

Syngenta

 

thiodicarb

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Diabrotica speciosa

chlorpyrifos

Astro

EW

III

2,6 l

Bayer

 

 

Lorsban 10 G

GR

IV

11,0 kg

Dow AgroSciences

 

 

Sabre

EW

III

2,6 l

Dow AgroSciences

 

fipronil

Regente 800 WG

WG

II

0,1 kg

Aventis

 

imidacloprid

Gaucho

WP

IV

0,7 kg/100 kg sem.

Bayer

 

phorate

Granutox 150 G

GR

II

17 kg

Basf

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

 

 

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Dichelops furcatus

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,35 l/100 kg sem.

Bayer

 

thiamethoxan

Cruiser 700 WS

DP

III

0,3 kg/100 kg sem.

Syngenta

Diloboderus abderus

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

 

 

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Elasmopalpus lignosellus

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

 

 

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

 

 

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,25 l

Aventis

 

carbofuran

Carbofuran Sanachem 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Dow AgroSciences

 

 

Carboran Fersol 350 SC

SC

I

2,0 l/100 kg sem.

Fersol

 

 

Diafuran 50

GR

I

30 kg

Hokko

 

 

Furandan 350 SC

SC

I

3,0 - 4,0 l

FMC

 

 

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Furadan 50 G

GR

III

30,0 kg

FMC

 

 

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem

FMC

 

 

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

 

 

Ralzer 50 GR

GR

I

30,0 kg

Fersol

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,4 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Marzinc 250 TS

DP

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

 

Vexter

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

furathiocarb

Promet 400 CS

SL

III

1,6 l/100 kg sem.

Syngenta

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

 

 

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Frankliniella williamsi

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l/100 kg sem.

Bayer

Helicoverpa zea

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

 

 

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

 

 

Sevin 480 SC

SC

II

1,90 - 2,25 l

Aventis

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,67 l

Action

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

 

 

Trichorfon 500 Milena

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

Mocis latipes

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

 

 

Carbaryl Fersol Pó 75

PD

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

 

 

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,,25 l

Aventis

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

0,6 l

Dow AgroSciences

 

 

Vexter

EC

II

0,6 l

Dow AgroSciences

 

malathion

Malathion 500 CE Sultox

EC

III

2,5 l

Action

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,675 l

Action

 

 

Folisuper 600 BR

EC

I

0,25 - 0,65 l

Agripec

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

 

 

Triclorfon 500 Milenia

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

Procornitermes triacifer

benfuracarb

Laser 400 SC

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Iharabras

 

 

Oncol Sipcam

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Sipcam

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho FS

FS

IV

0,25 l/100 kg sem.

Bayer

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

 

 

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Rhopalosiphum maidis

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l/100 kg sem.

Bayer

Scaptocoris castanea

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

 

 

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Spodoptera

alpha-cypermethrin

Fastac 100 SC

SC

III

0,05 l

Basf

frugiperda

beta-cyfluthrin

Bulldock 125 SC

SC

II

0,04 l

Bayer

 

 

Full

EC

II

0,1 l

Bayer

 

 

Novapir

EC

II

0,1 l

Cheminova

 

 

Turbo

EC

II

0,1 l

Bayer

 

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

 

 

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol Ltda.

 

 

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,25 l

Aventis

 

carbofuran

Carbofuran Sanachem 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l

Dow AgroSciences

 

 

Carboran Fersol 350 SC

SC

I

2,0 kg/100 kg sem.

Fersol

 

 

Diafuran 50

GR

I

20,0 - 30,0 kg

Hokko

 

 

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Furadan 50 G

GR

III

20,0 - 30,0 kg

FMC

 

 

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

 

 

Ralzer 50 GR

GR

I

20,0 - 30,0 kg

Fersol

 

chlorfenapyr

Pirate

SC

III

0,5 - 0,75 l

Basf

 

chlorfluazuron

Atabron 50 CE

EC

I

0,15 - 0,3 l

Ishihara

 

chlorpyrifos

Astro

EW

III

0,3 - 0,5 l

Bayer

 

 

Clorpirifós Fersol 480 CE

EC

II

0,4 - 0,6 l

Fersol

 

 

Clorpirifos Sanachem 480 CE

EC

I

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

 

 

Klorpan 480 CE

EC

II

0,4 - 0,6 l

Agripec

 

 

Lorsban 480 BR

EC

II

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

 

 

Nufos 480 CE

EC

III

0,4 - 0,6 l

Cheminova

 

 

Pyrinex 480 CE

EC

II

0,4 l

Agricur

 

 

Sabre

EW

III

0,3 - 0,5 l

Dow AgroSciences

 

 

Vexter

EC

II

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

 

cyfluthrin

Baytroid CE

EC

III

0,3 l

Bayer

 

cypermethrin

Arrivo 200 CE

EC

III

0,05 - 0,08 l

FMC

 

 

Cipermetrina Nortox 250 CE

EC

I

0,04 - 0,065 l

Nortox

 

 

Cipertrin

EC

II

0,05 - 0,06 l

Prentiss

 

 

Commanche 200 CE

EC

III

0,05 - 0,06 l

FMC.

 

 

Cyptrin 250 CE

EC

I

0,05 - 0,06 l

Agripec

 

 

Galgotrin

EC

II

0,05 l

Chemotécnica Sintyal

 

 

Ripcord 100

EC

II

0,1 l

Basf

 

deltamethrin

Decis 25 CE

EC

III

0,2 l

Aventis

 

 

Decis 4 UBV

UL

III

1,3 - 2,0 l

Aventis

 

 

Decis 50 SC

SC

IV

0,05 - 0,075 l

Aventis

 

 

Decis Ultra 100 CE

EC

I

0,04 - 0,05 l

Aventis

 

 

Keshet 25 CE

EC

I

0,2 l

Agricur

 

deltamethrin + triazophos

Deltaphos

EC

I

0,25 - 0,35 l

Aventis

 

diflubenzuron

Dimilin

WP

IV

0,1 kg

Uniroyal

 

enxofre

Kumulus DF

WG

IV

1,0 kg

Basf

 

esfenvalerate

Sumidan 25 CE

EC

I

0,6 - 0,8 l

Sumitomo

 

etofenprox

Trebon 300 CE

EC

III

0,07 - 0,1 l

Sipcam

 

fenitrothion

Sumibase 500 CE

EC

II

1,0 - 2,0 l

Sumitomo

 

 

Sumithion 500 CE

EC

II

1,0 - 1,5 l

Sumitomo

 

fenpropathrin

Danimen 300 CE

EC

I

0,1 - 0,12 l

Sumitomo

 

furathiocarb

Promet 400 CS

SL

III

1,6 l/100 kg sem.

Syngenta

 

lambda-cyhalothrin

Karate 50 CE

EC

II

0,15 l

Syngenta

 

 

Karate Zeon 250 CS

CS

III

0,03 l

Syngenta

 

 

Karate Zeon 50 CS

CS

III

0,15 l

Syngenta

 

lufenuron

Match CE

EC

IV

0,3 l

Syngenta

 

malathion

Malathion 500 CE Sultox

EC

III

2,5 l

Action

 

methomyl

Lannate BR

SL

I

0,6 l

Du Pont

 

 

Lannate Express

SL

II

0,6 l

Du Pont

 

 

Methomex 215 LS

SL

II

0,6 l

Agricur

 

methoxyfenozide

Intrepid 240 SC

SC

IV

0,15 - 0,18 l

Dow AgroSciences

 

 

Valient

SC

IV

0,15 - 0,18 l

Bayer

 

monocrotophos

Agrophos 400

SL

I

0,6 - 0,9 l

Agripec

 

novaluron

Gallaxy 100 CE

EC

IV

0,15 l

Agricur

 

 

Rimon 100 CE

EC

IV

0,15 l

Agricur

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,675 l

Action

 

 

Folidol 600

EC

II

0,45 - 0,675 l

Bayer

 

 

Folidol ME

CS

III

0,7 l

Bayer

 

 

Folisuper 600 BR

EC

I

0,25 - 0,65 l

Agripec

 

 

Mentox 600 CE

EC

II

0,65 l

Prentiss

 

 

Paracap 450 MCS

CS

III

0,7 l

Cheminova

 

 

Parathion Metílico Pikapau

DP

I

0,65 l

Químicas São Vicente

 

permethrin

Ambush 500 CE

EC

II

0,05 l

Syngenta

 

 

Corsair 500 CE

EC

II

0,1 l

Aventis

 

 

Permetrina Fersol 384 CE

EC

I

0,1 - 0,13 l

Fersol

 

 

Piredan

EC

II

0,065 l

Du Pont

 

 

Pounce 384 CE

EC

II

0,065 l

FMC

 

 

Talcord 250 CE

EC

II

0,1 l

Basf

 

 

Valon 384 CE

EC

II

0,065 l

Dow AgroSciences

 

profenofos

Curacron 500

EC

III

0,5 l

Syngenta

 

pyridaphenthion

Ofunack 400 CE

EC

III

0,5 l

Sipcam

 

spinosad

Credence

SC

III

0,037 - 0,1 l

Dow AgroSciences

 

 

Tracer

SC

III

0,037 - 0,1 l

Dow AgroSciences

 

tebufenozide

Mimic 240 SC

SC

IV

0,3 l

Dow AgroSciences

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l /100 kg sem.

Aventis

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l /100 kg sem.

Aventis

 

 

Larvin 800 WG

WG

II

0,1 - 0,15 l

Aventis

 

 

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

 

triazophos

Hostathion 400 BR

EC

I

0,3 - 0,5 l

Aventis

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

 

 

Triclorfon 500 Milena

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

 

triflumuron

Alsystin 250 PM

WP

IV

0,1 kg

Bayer

 

 

Alsystin 480 SC

SC

IV

0,05 l

Bayer

 

 

Brigadier

WP

II

0,1 kg

Bayer

 

 

Certero

SC

IV

0,05 l

Bayer

 

 

Rigel

SC

IV

0,05 l

Cheminova

 

zeta-cypermethrin

Fury 180 EW

EW

II

0,04 l

FMC

 

 

Fury 200 EW

EW

III

0,08 - 0,1 l

FMC

 

 

Fury 400 CE

EC

II

0,05 - 0,08 l

FMC

Syntermes molestus

benfuracarb

Laser 400 SC

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Iharabras

 

 

Oncol Sipcam

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Sipcam

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

 

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho

WS

IV

1 kg/100 kg sem.

Bayer

 

 

Gaucho FS

FS

IV

0,4 l/100 l água

Bayer

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

 

 

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

 

 

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Fonte: MAPA Agrofit.

Larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp)

Importância econômica - esse grupo de inseto causa danos esporádicos em várias culturas. Para o milho, os danos são mais severos em lavouras semeadas em áreas de pastagens, situação em que o solo não é preparado anualmente, proporcionando uma condição favorável para o desenvolvimento da larva.

Sintomas de danos - as larvas danificam as sementes após a semeadura e o sistema radicular da planta de milho e de outras gramíneas. Geralmente, constrói galerias e destrói a base do colmo das plantas (Figura 3).

Foto: Ivan Cruz.

Figura 3. Larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp).

Métodos de controle - ainda não existem informações sobre o nível de controle para esse grupo de inseto. A biologia dessas espécies não é bem conhecida e os hábitos são variados. Embora o controle químico tenha sido realizado em áreas experimentais, não há inseticidas registrados para o controle desse inseto. Em áreas que apresentam histórico de ataque da larva-arame, medidas de controle deverão ser utilizadas preventivamente na semeadura. Inseticidas utilizados no controle da larva-alfinete, também apresentam boa performance para a larva-arame. A umidade do solo é um fator importante no manejo dessa praga. Em sistemas irrigados, a suspensão da irrigação e a consequente drenagem da camada agricultável do solo, força a larva aprofundar-se, reduzindo o dano no sistema radicular.

Bicho-bolo, coró ou pão de galinha (Diloboderus abderus, Eutheola humilis, Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.)

Importância econômica - para o milho, a importância econômica dessa praga é maior para lavouras de safrinha, instaladas em semeadura direta sobre a resteva da soja. Geralmente, a população do inseto é alta em áreas cultivadas anteriormente com gramíneas como é o caso de pastagem.

Sintomas de danos - As larvas danificam as sementes após o plantio prejudicando sua germinação (Figura 4). Também alimentam-se das raízes provocando o definhamento e morte das plantas. O nível de dano para esse inseto ocorre a partir de 5 larvas/m2.

Foto: Ivan Cruz.

Figura 4. Bicho-bolo, coró ou pão de galinha (Diloboderus abderus, Eutheola > humilis, > > Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.).

Métodos de controle - agentes de controle biológico natural de larvas do bicho-bolo são nematoides, bactérias, fungos, principalmente Metarhizium e Beauveria sp e parasitoides da ordem Diptera. O preparo de solo com implementos de disco é uma alternativa de controle cultural da larva. Com essa prática, ocorre o efeito mecânico do implemento sobre as larvas que possuem corpo mole e são expostas a radiação solar e aos inimigos naturais, especialmente pássaros. O controle químico pode ser utilizado via tratamento de sementes (Tabela 2). Experimentalmente, a pulverização de inseticidas no sulco de semeadura tem se mostrado viável para o controle dessa larva.

Percevejo castanho (Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae)

Importância econômica - essa praga ataca várias culturas, podendo causar danos na soja, algodão, pastagens, feijão e no milho. Em áreas localizadas, o percevejo ataca o milho, acarretando sérios prejuízos. A ocorrência deste inseto é esporádica o que dificulta o estabelecimento de um programa de manejo para impedir os danos desta praga.

Sintomas de danos - as ninfas e os adultos (Figura 5) alimentam nas raízes e sugam a seiva. O ataque severo causa o definhamento e morte da planta. Os sintomas de ataques variam com a intensidade e época do ataque e muitas vezes são confundidos com deficiência nutricional ou doença da planta.

Foto: Ivan Cruz.

Figura 5. Percevejo castanho (Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae).

Métodos de controle - O método cultural pode ser empregado para o manejo desse inseto. A aração e a gradagem expõem os insetos aos predadores e causam o esmagamento das ninfas e adultos. A aração com arado de aiveca é o que apresenta maior eficiência no controle do percevejo castanho. O fungo Metarhizium anisopliae é um agente de controle biológico da praga. Devido ao hábito subterrâneo do percevejo, o controle químico (Tabela 2) é difícil de ser realizado e a recomendação de uso de inseticidas tem sido preventivo.

Larva Angorá (Astylus variegatus)

Importância econômica - essa praga ataca várias espécies de plantas cultivadas e é considerada uma praga secundária da cultura do milho. Somente alta população do inseto causa prejuízos para cultura de baixa densidade de sementes como a do milho.

Sintomas de danos - as larvas (Figura 6) alimentam-se preferencialmente das sementes do milho após a semeadura e de raízes, reduzindo a germinação e o número de plantas na lavoura.

Foto: Ivan Cruz.

Figura 6. Larva Angorá (Astylus variegatus).

Métodos de controle - método cultural como a aração e gradagem, ocasiona a morte de larvas. O controle químico (Tabela 2) deve ser realizado em áreas com histórico de ocorrência da praga. O tratamento de sementes com inseticidas evita o dano da praga.

Cupim (Procorniterms sp., Cornitermes sp., Syntermes sp. e Heterotermes sp.)

Importância econômica - os cupins são insetos sociais, organizados em castas e que se alimentam de celulose. São insetos que atacam inúmeras culturas. Entre a grande variação existente para esse grupo de inseto, os cupins de hábitos subterrâneos dos gêneros Proconitermes e Syntermes (Figura 7), são os mais importantes para a cultura do milho.

Foto: Ivan Cruz.

Figura 7. Cupim (Procorniterms sp., Cornitermes sp., Syntermes sp. e Heterotermes sp.).

Sintomas de danos - esses insetos atacam as sementes após a semeadura do milho, destruindo-as antes da germinação, acarretando falhas na lavoura. As raízes também são atacadas, causando descortiçamento das camadas externas, e as plantas amarelecem, murcham e morrem.

Métodos de controle - os cupins subterrâneos são difíceis de controlar. Pode-se reduzir a infestação e os danos na lavoura com o emprego de inseticidas (Tabela 2) aplicados no sulco de plantio ou através de tratamento de sementes.

Pragas que atacam as plântulas (Plantas jovens)
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)

Importância econômica - é uma praga esporádica com grande capacidade de destruição num intervalo curto de tempo. Seus danos estão associados a à estiagem logo após a emergência das plantas, condições que aumenta a susceptibilidade da planta pelo atraso no desenvolvimento da planta e favorece a explosão populacional de lagartas na lavoura. Maiores danos são observados em solos leves e bem drenados, sendo sua incidência menor sob plantio direto.

Sintomas de danos - as lagartas recém eclodidas iniciam raspando as folhas e dirigem para a região do coleto da planta (Figura 8), onde cava uma galeria vertical. A destruição do ponto de crescimento provoca inicialmente murcha e posteriormente morte das folhas centrais proporcionando provocando o sintoma conhecido como "coração morto" (Figura 9).

Foto: Ivan Cruz.

Figura 8. Pragas que atacam as plântulas (Plantas jovens).

Foto: Ivan Cruz.

Figura 9. Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus).

Métodos de controle - em áreas de risco, deve ser usado o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos à base de tiodicarb, carbofuran ou imidacloprid (Tabela 2). Sob condições de estresse hídrico mesmo esse tratamento não é efetivo, recomendando-se a aplicação de um inseticida de ação de contato e profundidade como os a base de clorpirifós. A alta umidade do solo contribui para reduzir os problemas causados pela lagarta-elasmo no milho.

Tripes (Frankliniela williamsi)

Importância econômica - reclamações por produtores são frequentes nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Os danos causados pelos tripes têm sido verificados nos períodos de estiagem logo após a emergência das plântulas, podendo, sob altas infestações, causar até morte das plantas com perdas econômicas significativas.

Sintomas de danos - devido à raspadura do limbo foliar, as folhas apresentam-se amarelecidas, esbranquiçadas ou prateadas. A infestação pode ser confirmada pela verificação de pequenos insetos amarelados (Figura 10) no interior do cartucho e sob altas infestações ocorre murcha das folhas.

Foto: Ivan Cruz.

Figura 10. Tripes (Frankliniela williamsi).

Métodos de controle - inicialmente, o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos dá boa proteção às plantas (Tabela 2), entretanto, sob condições de altas refinfestação pode ser necessário pulverizações.

Percevejos - barriga-verde (Dichelops furcatus, D. melacanthus), verde (Nezara viridula)

Importância econômica - os percevejos são pragas tipicamente da soja, mas com o plantio do milho em sucessão ou mesmo em rotação passaram a causar danos também ao milho logo após a emergência das plantas. Os danos ocorrem na fase inicial de desenvolvimento da cultura, podendo causar perdas parciais ou totais das lavouras.

Sintomas de danos - os adultos e ninfas ao se alimentarem na base das plântulas (Figura 11) de milho, introduzem seus estiletes através da bainha até as folhas internas causando lesões que posteriormente, após a abertura das folhas, mostram vários furos de distribuição simétrica no limbo foliar, apresentando halos amarelados ao redor dos furos. Outros sintomas são a deformação das plantas podendo levá-las a morte e/ou intenso perfilhamento que são totalmente improdutivos.

Foto: Ivan Cruz.

Figura 11. Percevejos - barriga-verde (Dichelops furcatus, D. melacanthus), verde (Nezara viridula).

Métodos de controle - pode ser feito com o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos (Tabela 2) ou através de pulverizações logo após a emergência das plantas quando constado a presença dos insetos.

Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)

Importância econômica - os danos diretos causados pela sucção de seiva dos adultos e ninfas pode reduzir principalmente o desenvolvimento do sistema radicular, mas os principais prejuízos causados por essa espécie é devido a transmissão de fitopatógenos como o vírus do rayado fino e dois milicutes Spiroplasma kunkelli (enfezamento pálido) e fitoplasma (enfezamento vermelho). Os prejuizos causados por essas doenças pode chegar a mais de 80% dependendo do patógeno, dos fatores ambientais e da sensibilidade dos híbridos cultivados. A incidência da doença está associada à alta densidade populacional de insetos infectivos o que ocorre no final do verão (plantios tardios).

Sintomas de danos - a presença do inseto (Figura 12) pode ser constatada diretamente pelo exame do cartucho das plantas ou através de amostragem com rede entomológica passada no topo das plantas. A incidência das doenças só é confirmada depois do aparecimento dos sintomas:

  • Rayado fino - folhas com riscas amareladas (paralelas às nervuras) com aparência pontilhada.
  • Enfezamento pálido - no início, plantas podem apresentar folhas com deformações e posteriormente inicia-se pela descoloração (clorose) das bordas da base das folhas que pode progredir para toda a planta, nanismo acentuado com os últimos internódios pouco desenvolvido dando à planta a aparência de uma palmeira o que é facilmente confundido com plantas "dominadas".
  • Enfezamento vermelho - dependendo do estádio de infecção das plantas pode não se observar o nanismo, mas geralmente ele está presente, com últimos internódios pouco desenvolvidos e folhas com avermelhamento generalizado. Na fase reprodutiva, nota-se manchas descoloridas nos grãos incompletamente cheios o que dá à espiga certa flexibilidade ao ser torcida nas mãos.

Foto: Embrapa Milho e Sorgo.

Figura 12. Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

Métodos de controle - os mais eficientes são os culturais evitando-se a multiplicação do vetor em plantios sucessivos, erradicação de plantas voluntárias na área antes do plantio e uso de cultivares menos susceptíveis aos patógenos. Evitar o plantio de milho pipoca e milho doce em áreas com histórico recente de alta incidência dos enfezamentos dado à alta susceptibilidade da maioria dessas cultivares. Finalmente pode também ser utilizado o tratamento de semente com inseticidas sistêmicos (Tabela 2).

Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis)

Importância econômica - este é a espécie de inseto de ocorrência mais endêmica no milho, mas raramente constitui problema para a cultura pela ação eficiente dos inimigos naturais (predadores e parasitoide). Ele ataca as partes jovens da planta, preferencialmente o cartucho, mas pode infestar também o pendão e gemas florais. Seus danos diretos ocorrem somente quando a densidade populacional é muito alta e a planta esteja sofrendo de estresse hídrico. Os maiores danos ocorrem sob condições favoráveis para transmissão do vírus do mosaico. Neste caso, mesmo sob densidades muitas vezes não detectáveis pode ocorrer perdas significativas, pois o principal vetor é a forma alada e o vírus é de transmissão estiletar, ou seja transmite de plantas doentes para sadias simplesmente por via mecânica, através da picada de prova.

Sintomas de danos - sob altas populações é visível a colônias sobre as plantas (Figura 13) e sob estresse hídrico as folhas mostram-se murchas e com bordas necrosadas. O sintoma da doença aparece no limbo foliar na forma de um mosaico de coloração verde claro num fundo verde escuro.

Foto: Ivan Cruz / Paulo Afonso Viana

Figura 13. Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis).

Métodos de controle - para o controle da doença, os métodos culturais, na forma de eliminação dos hospedeiros nativos do patógeno e do vetor (gramíneas em geral), têm sido os mais eficientes. No inicio de desenvolvimento das plantas, o tratamento de sementes oferece proteção (Tabela 2). Durante o ciclo da planta os inimigos naturais têm ação primordial na manutenção do equilíbrio. Raramente tem sido necessário tomar outras medidas de controle.

Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

Importância econômica - a lagarta-do-cartucho atacando plantas mais jovens de milho pode causar a sua morte, especialmente quando a cultura é instalada após a dessecação no sistema de plantio direto. Nessas condições, a lagarta já está presente na área e quando o milho emerge as lagartas podem causar danos nas plantas ainda jovens, aumentando significativamente sua importância no estabelecimento da população de plantas ideal na lavoura.

Sintomas de danos - embora a esta espécie ataca tipicamente o cartucho da planta (Figura 14) , o que pode ocorrer desde a emergência até o pendoamento, todavia, quando o ataque ocorre no início de desenvolvimento da cultura, a lagarta pode perfurar a base da planta, atingindo o ponto de crescimento e provocar o sintoma de "coração morto", típico da elasmo.

Foto: Ivan Cruz

Figura 14. Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

Métodos de controle - o tratamento de sementes tem sido o método mais recomendado para controle das pragas iniciais do milho (Tabela 2). Os inseticidas sistêmicos dão controle até cerca de 17 dias após o plantio sob condições satisfatórias de suprimento de água. Sob estresse hídrico os tratamento de semente não apresentam a mesma eficiência e devem ser suplementados por pulverizações dirigidas para o sitio de ataque do inseto.

Cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta)

Importância econômica - o milho, o arroz e o sorgo não são considerados hospedeiros dessa espécie por não permitirem o fechamento do seu ciclo biológico. Portanto, a infestação do milho pela cigarrinha é resultado da imigração de adultos proveniente de áreas de pastagens, principalmente daquelas formadas com capins do gênero Brachiaria.

Sintomas de danos - é relativamente fácil observar a presença dos insetos (Figura 15) alimentando-se nas folhas que após serem picadas, mostram áreas de clorose, amarelecimento e necrose, podendo causar a morte de toda planta. A sensibilidade das plantas é tanto maior quanto mais nova forem.

Foto: Ivan Cruz

Figura 15. Cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta).

Métodos de controle - evitar sempre que possível, o cultivo de milho em áreas próximas a pastagens de brachiárias. O tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos também pode reduzir significativamente os danos causados às plantas (Tabela 2).

Broca-da-cana (Diatraea saccharalis)

Importância econômica - tem sido mais problema em plantas mais desenvolvidas, mas essa praga pode também infestar as plantas recém emergidas. Neste caso, as plantas atacadas são totalmente improdutivas sendo os prejuízos proporcionais à redução da população de plantas.

Sintomas de danos - os danos pela broca-da-cana em plantas novas são semelhantes aos causados pela lagarta-elasmo, folhas raspadas no inicio da infestação e posteriormente o sintoma de "como o coração morto" e/ou perfilhamento das plantas sobreviventes (Figura 16).

Foto: Ivan Cruz

Figura 16. Broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Métodos de controle - neste caso os métodos recomendados são os mesmos anteriormente citados. Experimentalmente, o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos ou pulverização dirigida para a base da planta utilizando inseticidas de efeito de profundidade e/ou de ação translaminar possibilita um bom controle da praga.

Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)

Importância econômica - predomina em áreas de solos pesados, mal cultivado ou seja áreas "sujas". Os danos resultam da redução da população de plantas produtivas cujos prejuízos são proporcionais a taxa de infestação.

Sintomas de danos - as larvas atacam a região do coleto, cortando as plantas na base (Figura 17) o que provoca morte ou perfilhamento. Em áreas muito infestadas nota-se muitas plantas cortadas, mas os insetos não são facilmente visíveis já que têm atividade preferencialmente noturna.

Foto: Ivan Cruz

Figura 17. Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon).

Métodos de controle - os culturais envolvem a antecipação da eliminação de plantas daninhas principalmente via dessecante o que pode reduzir a infestação, pois as mariposas preferem ovipositar em plantas ou restos culturais ainda verdes. O tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos também é recomendado em áreas com histórico de incidência dessa praga. Em áreas menores é recomendado também a distribuição de iscas preparadas a base de farelo, melaço e um inseticida sem odor como o trichlorfon (Tabela 2).

Pragas da fase vegetativa e reprodutiva

Os danos causados pelas pragas na fase vegetativa e reprodutiva do milho variam de acordo com o estádio fenológico da planta, condições edafoclimáticas, sistemas de cultivo e fatores bióticos localizados. Nessas fases, a cultura é atacada por várias espécies-praga conforme é mostrado a seguir.

Na fase vegetativa
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

Importância econômica - Esse inseto é considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. As perdas devido ao ataque da lagarta pode reduzir a produção em até 34%.

Sintomas de danos - No início do ataque, as lagartas raspam as folhas deixando áreas transparentes. Com o seu desenvolvimento, a lagarta localiza-se no cartucho da planta destruindo-o (Figuras 18 e 19). O estádio da planta de milho mais sensível ao ataque é o de 8-10 folhas. A época ideal de realizar medidas para o controle é quando 17% das plantas estiverem com o sintoma de folhas raspadas.

Foto: Ivan Cruz

Figura 18. Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

Foto: Ivan Cruz

Figura 19. Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

Métodos de controle - o predador Doru luteipes e os parasitoides Trichogramma spp., Telenomus sp., Chelonus insularis e Campoletis flavicincta, são importante agentes de controle biológico dessa praga. Várias doenças também atacam a lagarta, como os fungos Nomuraea rileyii, Botrytis rileyi, Beauveria globulifera; virus, Baculovirus; bactérias, Bacillus thuringiensis e outros agentes de menor importância como nematoides e protozoários. Existem um grande número de inseticidas (Tabela 3) registrados para o controle da lagarta que podem serem aplicados via pulverização, e em alguns casos, através de água de irrigação (insetigação). Esses inseticidas diferem em seletividade, ou seja, causam impacto diferenciado sobre os inimigos naturais.O controle da lagarta-do-cartucho também pode ser feito com inseticida natural: O extrato aquoso de folhas de nim apresenta atividade inseticida e pode ser empregado para o controle da lagarta-do-cartucho na lavoura de milho, principalmente em pequenas propriedades rurais ou em áreas de agricultura orgânica. Para que se tenha sucesso no uso do inseticida natural, é necessário seguir os procedimentos descritos na Circular Técnica 0088 - 2006. Essa publicação mostra como coletar as folhas para o preparo do extrato aquoso, a utilização de adjuvantes e a hora de aplicação, o equipamento adequado para a pulverização, a época de aplicar e o número de pulverizações necessárias visando melhor eficiência de controle da praga.

Curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes)

Importância econômica - Essa praga é de importância secundária para a cultura do milho. Porém, em determinados locais pode ocorrer alta infestação da praga, demandando controle imediato para evitar elevada perda no rendimento de grãos.

Sintomas de danos - A lagarta alimenta das folhas do milho deixando somente a nervura central (Figura 20). A infestação geralmente desenvolve em gramíneas ao redor da lavoura e quando ocorre competição por alimento, as lagartas emigram para o milho. Para evitar danos, é necessário realizar vistorias frequentes na fase vegetativa da lavoura, principalmente em áreas vizinhas às pastagens.

Foto: Ivan Cruz

Figura 20. Curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes).

Métodos de controle - O método químico é o mais utilizado e eficiente para o controle dessa lagarta. Porém, nem sempre é necessário aplicar o inseticida em toda área da lavoura, uma vez que a infestação inicia pelas bordas da cultura e a pulverização localizada sobre a área infestada é bastante eficiente. Apesar do tamanho, a lagarta é muito sensível a ação da maioria dos inseticidas recomendados para o controle da lagarta-do-cartucho (Tabela 3). A aplicação do inseticida pode ser realizada tanto por pulverização convencional ou via água de irrigação por aspersão.

Tabela 3. Inseticidas registrados para o controle de insetos-praga na cultura do milho. 2002.

Praga

Ingrediente ativo

Nome comercial

Form.

C.TOX.

Dose (p.c./ha)

Fabricante

Agrotis ipsilon

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 3,0 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

 

terbufos

Counter 150 G

GR

I

13,0 kg

Basf

   

Counter 50 G

GR

I

40,0 kg

Basf

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

cypermethrin

Galgotrin

EC

II

0,06 l

Chemotécnica Sintyal

 

lambdacyhalothrin

Karate Zeon 250 CS

CS

III

0,01 l

Syngenta

 

permethrin

Pounce 384 CE

EC

II

0,01 - 0,013 l

FMC

Astylus variegatus

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg

sem.

Cornitermes snyderi

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

Daubulus maidis

imidaclorprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l

Bayer

 

thiomethoxan

Cruiser

DP

III

0,15 - 0,2 kg/100 kg sem.

Syngenta

Deois flavopicta

carbofuran

Diafuran 50

GR

I

20,0 kg

Hokko

 

carbosulfan

Marshal TS

FS

II

2,4 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho FS

FS

IV

0,6 l/100 kg sem.

Bayer

 

thiamethoxan

Cruiser 700 WS

WS

III

0,15 - 0,20 kg/100 kg sem.

Syngenta

 

thiodicarb

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Diabrotica speciosa

chlorpyrifos

Astro

EW

III

2,6 l

Bayer

   

Lorsban 10 G

GR

IV

11,0 kg

Dow AgroSciences

   

Sabre

EW

III

2,6 l

Dow AgroSciences

 

fipronil

Regente 800 WG

WG

II

0,1 kg

Aventis

 

imidacloprid

Gaucho

WP

IV

0,7 kg/100 kg sem.

Bayer

 

phorate

Granutox 150 G

GR

II

17 kg

Basf

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Dichelops furcatus

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,35 l/100 kg sem.

Bayer

 

thiamethoxan

Cruiser 700 WS

DP

III

0,3 kg/100 kg sem.

Syngenta

Diloboderus abderus

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Elasmopalpus lignosellus

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,25 l

Aventis

 

carbofuran

Carbofuran Sanachem 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Dow AgroSciences

   

Carboran Fersol 350 SC

SC

I

2,0 l/100 kg sem.

Fersol

   

Diafuran 50

GR

I

30 kg

Hokko

   

Furandan 350 SC

SC

I

3,0 - 4,0 l

FMC

   

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furadan 50 G

GR

III

30,0 kg

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem

FMC

   

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

   

Ralzer 50 GR

GR

I

30,0 kg

Fersol

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,4 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DP

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

furathiocarb

Promet 400 CS

SL

III

1,6 l/100 kg sem.

Syngenta

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Frankliniella williamsi

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l/100 kg sem.

Bayer

Helicoverpa zea

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,90 - 2,25 l

Aventis

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,67 l

Action

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

   

Trichorfon 500 Milena

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

Mocis latipes

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

PD

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,,25 l

Aventis

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

0,6 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

0,6 l

Dow AgroSciences

 

malathion

Malathion 500 CE Sultox

EC

III

2,5 l

Action

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,675 l

Action

   

Folisuper 600 BR

EC

I

0,25 - 0,65 l

Agripec

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

   

Triclorfon 500 Milenia

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

Procornitermes triacifer

benfuracarb

Laser 400 SC

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Iharabras

   

Oncol Sipcam

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Sipcam

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho FS

FS

IV

0,25 l/100 kg sem.

Bayer

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Rhopalosiphum maidis

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l/100 kg sem.

Bayer

Scaptocoris castanea

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Spodoptera

alpha-cypermethrin

Fastac 100 SC

SC

III

0,05 l

Basf

frugiperda

beta-cyfluthrin

Bulldock 125 SC

SC

II

0,04 l

Bayer

   

Full

EC

II

0,1 l

Bayer

   

Novapir

EC

II

0,1 l

Cheminova

   

Turbo

EC

II

0,1 l

Bayer

 

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol Ltda.

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,25 l

Aventis

 

carbofuran

Carbofuran Sanachem 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l

Dow AgroSciences

   

Carboran Fersol 350 SC

SC

I

2,0 kg/100 kg sem.

Fersol

   

Diafuran 50

GR

I

20,0 - 30,0 kg

Hokko

   

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furadan 50 G

GR

III

20,0 - 30,0 kg

FMC

   

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

   

Ralzer 50 GR

GR

I

20,0 - 30,0 kg

Fersol

 

chlorfenapyr

Pirate

SC

III

0,5 - 0,75 l

Basf

 

chlorfluazuron

Atabron 50 CE

EC

I

0,15 - 0,3 l

Ishihara

 

chlorpyrifos

Astro

EW

III

0,3 - 0,5 l

Bayer

   

Clorpirifós Fersol 480 CE

EC

II

0,4 - 0,6 l

Fersol

   

Clorpirifos Sanachem 480 CE

EC

I

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

   

Klorpan 480 CE

EC

II

0,4 - 0,6 l

Agripec

   

Lorsban 480 BR

EC

II

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

   

Nufos 480 CE

EC

III

0,4 - 0,6 l

Cheminova

   

Pyrinex 480 CE

EC

II

0,4 l

Agricur

   

Sabre

EW

III

0,3 - 0,5 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

 

cyfluthrin

Baytroid CE

EC

III

0,3 l

Bayer

 

cypermethrin

Arrivo 200 CE

EC

III

0,05 - 0,08 l

FMC

   

Cipermetrina Nortox 250 CE

EC

I

0,04 - 0,065 l

Nortox

   

Cipertrin

EC

II

0,05 - 0,06 l

Prentiss

   

Commanche 200 CE

EC

III

0,05 - 0,06 l

FMC.

   

Cyptrin 250 CE

EC

I

0,05 - 0,06 l

Agripec

   

Galgotrin

EC

II

0,05 l

Chemotécnica Sintyal

   

Ripcord 100

EC

II

0,1 l

Basf

 

deltamethrin

Decis 25 CE

EC

III

0,2 l

Aventis

   

Decis 4 UBV

UL

III

1,3 - 2,0 l

Aventis

   

Decis 50 SC

SC

IV

0,05 - 0,075 l

Aventis

   

Decis Ultra 100 CE

EC

I

0,04 - 0,05 l

Aventis

   

Keshet 25 CE

EC

I

0,2 l

Agricur

 

deltamethrin + triazophos

Deltaphos

EC

I

0,25 - 0,35 l

Aventis

 

diflubenzuron

Dimilin

WP

IV

0,1 kg

Uniroyal

 

enxofre

Kumulus DF

WG

IV

1,0 kg

Basf

 

esfenvalerate

Sumidan 25 CE

EC

I

0,6 - 0,8 l

Sumitomo

 

etofenprox

Trebon 300 CE

EC

III

0,07 - 0,1 l

Sipcam

 

fenitrothion

Sumibase 500 CE

EC

II

1,0 - 2,0 l

Sumitomo

   

Sumithion 500 CE

EC

II

1,0 - 1,5 l

Sumitomo

 

fenpropathrin

Danimen 300 CE

EC

I

0,1 - 0,12 l

Sumitomo

 

furathiocarb

Promet 400 CS

SL

III

1,6 l/100 kg sem.

Syngenta

 

lambda-cyhalothrin

Karate 50 CE

EC

II

0,15 l

Syngenta

   

Karate Zeon 250 CS

CS

III

0,03 l

Syngenta

   

Karate Zeon 50 CS

CS

III

0,15 l

Syngenta

 

lufenuron

Match CE

EC

IV

0,3 l

Syngenta

 

malathion

Malathion 500 CE Sultox

EC

III

2,5 l

Action

 

methomyl

Lannate BR

SL

I

0,6 l

Du Pont

   

Lannate Express

SL

II

0,6 l

Du Pont

   

Methomex 215 LS

SL

II

0,6 l

Agricur

 

methoxyfenozide

Intrepid 240 SC

SC

IV

0,15 - 0,18 l

Dow AgroSciences

   

Valient

SC

IV

0,15 - 0,18 l

Bayer

 

monocrotophos

Agrophos 400

SL

I

0,6 - 0,9 l

Agripec

 

novaluron

Gallaxy 100 CE

EC

IV

0,15 l

Agricur

   

Rimon 100 CE

EC

IV

0,15 l

Agricur

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,675 l

Action

   

Folidol 600

EC

II

0,45 - 0,675 l

Bayer

   

Folidol ME

CS

III

0,7 l

Bayer

   

Folisuper 600 BR

EC

I

0,25 - 0,65 l

Agripec

   

Mentox 600 CE

EC

II

0,65 l

Prentiss

   

Paracap 450 MCS

CS

III

0,7 l

Cheminova

   

Parathion Metílico Pikapau

DP

I

0,65 l

Químicas São Vicente

 

permethrin

Ambush 500 CE

EC

II

0,05 l

Syngenta

   

Corsair 500 CE

EC

II

0,1 l

Aventis

   

Permetrina Fersol 384 CE

EC

I

0,1 - 0,13 l

Fersol

   

Piredan

EC

II

0,065 l

Du Pont

   

Pounce 384 CE

EC

II

0,065 l

FMC

   

Talcord 250 CE

EC

II

0,1 l

Basf

   

Valon 384 CE

EC

II

0,065 l

Dow AgroSciences

 

profenofos

Curacron 500

EC

III

0,5 l

Syngenta

 

pyridaphenthion

Ofunack 400 CE

EC

III

0,5 l

Sipcam

 

spinosad

Credence

SC

III

0,037 - 0,1 l

Dow AgroSciences

   

Tracer

SC

III

0,037 - 0,1 l

Dow AgroSciences

 

tebufenozide

Mimic 240 SC

SC

IV

0,3 l

Dow AgroSciences

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l /100 kg sem.

Aventis

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l /100 kg sem.

Aventis

   

Larvin 800 WG

WG

II

0,1 - 0,15 l

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

 

triazophos

Hostathion 400 BR

EC

I

0,3 - 0,5 l

Aventis

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

   

Triclorfon 500 Milena

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

 

triflumuron

Alsystin 250 PM

WP

IV

0,1 kg

Bayer

   

Alsystin 480 SC

SC

IV

0,05 l

Bayer

   

Brigadier

WP

II

0,1 kg

Bayer

   

Certero

SC

IV

0,05 l

Bayer

   

Rigel

SC

IV

0,05 l

Cheminova

 

zeta-cypermethrin

Fury 180 EW

EW

II

0,04 l

FMC

   

Fury 200 EW

EW

III

0,08 - 0,1 l

FMC

   

Fury 400 CE

EC

II

0,05 - 0,08 l

FMC

Syntermes molestus

benfuracarb

Laser 400 SC

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Iharabras

   

Oncol Sipcam

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Sipcam

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho

WS

IV

1 kg/100 kg sem.

Bayer

   

Gaucho FS

FS

IV

0,4 l/100 l água

Bayer

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Fonte: MAPA Agrofit.

Broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis)

Importância econômica - Essa praga tem constituído um problema sério para a cultura do milho no Brasil Central. Em altas infestações, o ataque desse inseto pode causar perdas de até 21% na produção.

Sintomas de danos - Essa praga tem causado danos diretos e indiretos, afetando o enchimento dos grãos, bem como provocando o quebramento do colmo devido a infecção por microorganismos e ao próprio dano causado pela broca na haste da planta (Figura 21). Quando o ataque é intenso, a planta pode secar precocemente e se tornar improdutiva.

Foto: Ivan Cruz

Figura 21. Broca da cana-de-açucar (Diatraea saccharalis).

Métodos de controle - Na cultura da cana-de-açúcar, o controle desse inseto tem sido realizado com sucesso através de inimigos naturais. Os principais parasitoides são o Metagonistylum minense e o Trichogramma spp., podendo o parasitismo da lagarta chegar a atingir 20%. Para regiões onde o milho é plantado na safra e na safrinha, e onde várias outras culturas hospedeiras da broca são cultivadas durante quase todo o ano, aumenta a importância desse método de controle. Não existem inseticidas registrados no MAPA para o controle dessa praga atacando o milho. Experimentalmente, os inseticidas lufenuron (15 g i.a./ha) e acephate (750 g i.a./ha) aplicados antes da broca penetrar no colmo, possibilita um controle eficiente da praga. Eliminação de restos culturais de plantas hospedeiras, ajuda a reduzir a infestação na próxima safra.

Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)

Importância econômica - Essa cigarrinha é o vetor das doenças denominadas enfezamentos pálido e vermelho. O inseto também é vetor do vírus do raiado fino. As perdas na lavoura de milho variam de 9% a 90%, dependendo da susceptibilidade das cultivares utilizadas, do patógeno envolvido e das condições ambientais. Essa inseto tem trazido sérios prejuízos para a cultura do milho no Brasil Central.

Sintomas de danos - Os sintomas das plantas infectadas aparecem depois de 4 a 7 semanas da alimentação do inseto. Os danos diretos causados pela cigarrinha decorrem da sucção de seiva, ocasionando mudança na coloração da folha (avermelhada ou amarelada), murcha e morte das plantas. Os danos são mais acentuados em plantios de verão realizados tardiamente e em cultivos de safrinha.

Foto: Acervo Embrapa Milho e Sorgo, autoria desconhecida

Figura 22. Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

Métodos de controle - O principal método de controle para essa praga tem sido o emprego de cultivares resistentes. Tem-se observado diferenças significativas entre os híbridos comerciais disponíveis no mercado quanto a susceptibilidade às doenças transmitidas pela cigarrinha. Medidas culturais como a eliminação das plantas voluntárias, plantio mais cedo, evitar plantio sucessivos e contínuos, reduzem a população da praga. O controle químico pode ser realizado com inseticidas (Tabela 3) aplicados no sulco de plantio ou através do tratamento de sementes.

Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis)

Importância econômica - Esse inseto é uma praga secundária do milho e somente causa prejuízos em alta infestação.

Sintomas de danos - A praga vive em colônias (Figura 23) e elimina dejeções líquidas onde se desenvolve um fungo negro (fumagina). O inseto alimenta nos tecidos jovem e vive em colônias situadas no interior do cartucho, no pendão e nas gemas das plantas. O inseto suga a seiva das plantas e transmite viroses, principalmente mosaico. A infestação do pulgão no estádio de pré-florescimento prejudica a formação de grãos, originando espigas pequenas que quando torcida manualmente, apresentam o aspecto de "grãos frouxos".

Foto: Ivan Cruz

Figura 23. Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis).

Métodos de controle - Vários inimigos naturais parasitam e predam o pulgão do milho mantendo sua população sob controle. Fatores climáticos como vento e chuvas frequentes são desfavoráveis ao inseto. O controle químico somente é justificável em altas populações, principalmente quando coincide com o pré-florescimento, podendo nesse caso acarretar perda econômica na lavoura devido ao ataque da praga (Tabela 3).

Na fase reprodutiva
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

Importância econômica o inseto é considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. As perdas devido ao ataque da lagarta na espiga pode ser alta, especialmente quando o ataque é na inserção com a planta, pois pode haver queda da espiga ou até mesmo falta de enchimento dos grãos. Muitas vezes a falta de controle ou o controle inadequado do inseto na fase vegetativa (fase de cartucho), faz com que se tenha a presença na espiga de lagartas bem desenvolvidas com grande capacidade de destruição.

Sintomas de danos - Na espiga a lagarta pode atacar os estilo-estigmas ("cabelo do milho"), os grãos em formação, na ponta da espiga ou em outras parte como a porção mediana ou basal. Orifícios na palha é um bom indicativo da presença da praga; Espigas caídas e/ou danos no ponto de inserção da espiga com o colmo também são sintomas do ataque da lagarta (Figuras 24 e 25).

Foto: Ivan Cruz

Figura 24. Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

Foto: Ivan Cruz

Figura 25. Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

Métodos de controle - O controle da praga quando o ataque é na espiga é muito difícil com métodos convencionais em função da dificuldade de colocação do inseticida químico (Tabela 3) no local onde se encontra a praga, mesmo quando ela está exposta nos estilos-estigma. Fica praticamente impossível quando a praga encontra-se protegida pela palha. O controle biológico especialmente com os predadores Doru luteipes e Orius spp. tem sido importante na manutenção dessa praga em níveis populacionais baixo na espiga de milho.

Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Importância econômica - Tipicamente o inseto coloca seus ovos nos estilos-estigmas (Fiura 26), local onde as lagartas recém-nascidas iniciam os seus danos, podendo ocasionar falhas na produção de grãos. Á medida que a larva desenvolve ela dirige-se para a ponta da espiga para alimentar-se dos grãos em formação. Os prejuízos estimados para essa praga é cerca de 8% nos rendimentos.

Foto: Ivan Cruz

Figura 26.  Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea).

Sintomas de danos - Estilo-estigmas danificados e grãos na ponta da espiga danificados (Figura 27), podem representar os sintomas de ataque da praga. Deve-se considerar que também a lagarta-do-cartucho pode também estar presente na espiga e ocasionar sintoma de dano semelhante.

Foto: Ivan Cruz

Figura 27. Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea).

Métodos de controle -Pela localização da praga o controle convencional através da pulverização tem baixa eficiência (Tabela 3). Um controle efetivo pode ser conseguido através da liberação de vespas do gênero Trichogramma, comercialmente disponíveis no mercado brasileiro. De maneira geral, onde ainda existe o equilíbrio biológico o controle natural através de Trichogramma, ou da tesourinha, Doru luteipes ou de espécies de Orius tem sido suficiente para manter a praga com nível populacional insuficiente para causar dano econômico.

Manejo Integrado de Pragas (MIP)

A definição de MIP adotada por um painel organizado pela FAO enuncia: "Manejo Integrado de Pragas é o sistema de manejo de pragas que no contexto associa o ambiente e a dinâmica populacional da espécie, utiliza todas as técnicas apropriadas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém a população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico".

Os fundamentos, tanto do Controle Integrado como do Manejo Integrado de Pragas, baseiam-se em quatro elementos: na exploração do controle natural, dos níveis de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas, no monitoramento das populações para tomadas de decisão e na biologia e ecologia da cultura e de suas pragas. Estas premissas implicam no conhecimento dos fatores naturais de mortalidade, nas definições das densidades populacionais ou da quantidade de danos causados pelas espécies-alvo equivalentes aos níveis de dano econômico (NDE) e de controle (NC), que fica imediatamente abaixo do NDE. Outra variável importante seria a determinação do nível de equilíbrio (NE) das espécies que habitam o agroecossistema em questão. Em função da flutuação da densidade da espécie-alvo e de sua posição relativa a esses três níveis (NE, NDE E NC) ao longo do tempo, as espécies podem ser classificadas em pragas-chave (densidade populacional sempre acima do NDE), pragas esporádicas (densidade na lavoura raramente atinge o NDE) e não-pragas (a densidade da espécie em questão nunca atinge o NDE). Mais recentemente tem sido proposto também o nível de não-controle (NNC), ou seja, a densidade populacional de uma ou mais espécies de inimigos naturais capaz de reduzir a população da espécie -alvo a níveis não econômicos, dispensando assim, a utilização de medidas de controle.

Monitoramento

O monitoramento é o primeiro passo para se praticar o MIP. Sem monitorar a densidade populacional da espécie-alvo no campo não há como se aplicar os princípios do MIP. Assim, recomenda-se iniciar o monitoramento mesmo antes de se iniciar o plantio. A frequência e o método de amostragem depende da fase de desenvolvimento da cultura e do nível de precisão que se pretende conduzir o manejo. Quanto maior a frequência e tamanho da amostra melhor, entretanto, deve-se considerar também os custos dessas amostragens.

Monitoramento de pragas de solo - Deve-se examinar amostras de solo de 30 cm x 30 cm por 15 cm de profundidade utilizando-se uma peneira e procurando por insetos. Para a larva-arame, medias de controle devem ser adotadas se dois ou mais insetos forem detectadas por amostra. A média de uma larva pôr amostra é suficiente para causar dano significativo. Neste caso, o tratamento do solo com inseticidas é necessário.

Para a simples detecção da presença de insetos no campo, pode-se proceder da seguinte maneira: tomar cerca de 200 g de sementes sem tratamento e enterrar em locais, com identificação, dentro da área a ser cultivada e cobrir com um pedaço de plástico transparente; alguns dias depois, desenterrar o material e procurar por insetos. No caso de cupins subterrâneos, examinar pedaços de colmo ou sabugos de milho da cultura anterior ou pode-se enterrar pedaços desses materiais ou mesmo rolo de papel higiênico (sem cor e perfume) em pontos estratégicos e após alguns dias examinar o material visando detectar a presença de insetos.

Monitoramento de pragas iniciais e do período vegetativo - Sendo realizado o tratamento de sementes, esse levantamento pode ser iniciado a partir da terceira semana após a semeadura do milho. A detecção de cigarrinhas pode ser feitao através de exame direto ou utilizando-se rede entomológica. Para se estimar densidades com maior precisão pode-se usar o método do saco plástico. Neste caso, se em áreas e/ou condições de risco de incidência de enfezamentos e viroses, recomenda-se fazer o controle quando detectado a presença dos insetos. No caso da incidência da lagarta-do-cartucho, lagarta-elasmo, broca-da-cana ou lagarta-rosca, deve-se estimar a incidência contando-se o número de plantas atacadas em 10 m de fileira e adotar medidas de controle em função do nível de dano. Para o controle da lagarta-do-cartucho, existem recomendações de amostragemns sequencial.

Algumas estratégias de manejo
Tratamento de sementes

O tratamento de sementes é uma prática que tem sido largamente difundida nos últimos anos visando o controle de pragas subterrâneas e iniciais da cultura do milho em áreas que apresentam histórico de problemas oriundos de ataque de determinados grupos de insetos (ver sessões de pragas subterrâneas e iniciais). Os danos causados por essas pragas, resultam em falhas na lavoura devido a sua alimentação, nas sementes após a semeadura, nas raízes após a germinação, e da parte aérea de plantas recém-emergidas. Tem-se como ponto primordial para se obter alta produtividade na lavoura, o estabelecimento de um número ideal de plantas por área para que tal fato se suceda. Em lavoura com baixo estande, a utilização dos demais insumos não contribuirão para que o agricultor obtenha a rentabilidade esperada da lavoura.

No tratamento de sementes, a quantidade relativamente pequena de ingrediente ativo aplicado sobre a semente, protege as sementes no solo até a sua germinação, bem como as raízes e a parte aérea da planta logo após a sua emergência. O seu emprego, muitas vezes reduz a necessidade de pulverizações de plantas recém-emergidas com inseticidas de custos elevados e que na aplicação, geralmente, não atinge o alvo, devido a pequena área foliar das plantas em pós-emergência. Portanto, a prática contribui para reduzir o impacto negativo no ecossistema, uma vez que não afeta diretamente os inimigos naturais que estão se estabelecendo nesta fase de desenvolvimento da cultura. A técnica ainda apresenta a vantagem do uso ser relativamente fácil e em alguns casos, de baixo custo. Atualmente, existe uma variação bastante grande nos preços de inseticidas, na toxicidade e na eficiência no do tratamento de sementes. Tem-se observado que determinados grupos de inseticidas possibilitam melhor controle de lagartas (elasmo, lagarta-rosca), outros apresentam melhor desempenho para insetos sugadores (percevejo castanho, percevejo barriga verde, percevejo preto), térmitas (cupins) e finalmente, larvas de coleóopteros (bicho-bolo, larva-arame, larva-alfinete). Para cada caso, a escolha do inseticida deve estar em consonância com os registros no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Tabela 1).

Tabela 4. Inseticidas registrados para o controle de insetos-praga na cultura do milho. 2002.

Praga

Ingrediente ativo

Nome comercial

Form.

C.TOX.

Dose (p.c./ha)

Fabricante

Agrotis ipsilon

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 3,0 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

 

terbufos

Counter 150 G

GR

I

13,0 kg

Basf

   

Counter 50 G

GR

I

40,0 kg

Basf

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

cypermethrin

Galgotrin

EC

II

0,06 l

Chemotécnica Sintyal

 

lambdacyhalothrin

Karate Zeon 250 CS

CS

III

0,01 l

Syngenta

 

permethrin

Pounce 384 CE

EC

II

0,01 - 0,013 l

FMC

Astylus variegatus

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg

sem.

Cornitermes snyderi

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

Daubulus maidis

imidaclorprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l

Bayer

 

thiomethoxan

Cruiser

DP

III

0,15 - 0,2 kg/100 kg sem.

Syngenta

Deois flavopicta

carbofuran

Diafuran 50

GR

I

20,0 kg

Hokko

 

carbosulfan

Marshal TS

FS

II

2,4 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho FS

FS

IV

0,6 l/100 kg sem.

Bayer

 

thiamethoxan

Cruiser 700 WS

WS

III

0,15 - 0,20 kg/100 kg sem.

Syngenta

 

thiodicarb

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Diabrotica speciosa

chlorpyrifos

Astro

EW

III

2,6 l

Bayer

   

Lorsban 10 G

GR

IV

11,0 kg

Dow AgroSciences

   

Sabre

EW

III

2,6 l

Dow AgroSciences

 

fipronil

Regente 800 WG

WG

II

0,1 kg

Aventis

 

imidacloprid

Gaucho

WP

IV

0,7 kg/100 kg sem.

Bayer

 

phorate

Granutox 150 G

GR

II

17 kg

Basf

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Dichelops furcatus

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,35 l/100 kg sem.

Bayer

 

thiamethoxan

Cruiser 700 WS

DP

III

0,3 kg/100 kg sem.

Syngenta

Diloboderus abderus

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Elasmopalpus lignosellus

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,25 l

Aventis

 

carbofuran

Carbofuran Sanachem 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Dow AgroSciences

   

Carboran Fersol 350 SC

SC

I

2,0 l/100 kg sem.

Fersol

   

Diafuran 50

GR

I

30 kg

Hokko

   

Furandan 350 SC

SC

I

3,0 - 4,0 l

FMC

   

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furadan 50 G

GR

III

30,0 kg

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem

FMC

   

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

   

Ralzer 50 GR

GR

I

30,0 kg

Fersol

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,4 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DP

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

1,0 l

Dow AgroSciences

 

furathiocarb

Promet 400 CS

SL

III

1,6 l/100 kg sem.

Syngenta

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Frankliniella williamsi

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l/100 kg sem.

Bayer

Helicoverpa zea

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,90 - 2,25 l

Aventis

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,67 l

Action

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

   

Trichorfon 500 Milena

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

Mocis latipes

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

PD

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,,25 l

Aventis

 

chlorpyrifos

Lorsban 480 BR

EC

II

0,6 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

0,6 l

Dow AgroSciences

 

malathion

Malathion 500 CE Sultox

EC

III

2,5 l

Action

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,675 l

Action

   

Folisuper 600 BR

EC

I

0,25 - 0,65 l

Agripec

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

   

Triclorfon 500 Milenia

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

Procornitermes triacifer

benfuracarb

Laser 400 SC

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Iharabras

   

Oncol Sipcam

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Sipcam

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho FS

FS

IV

0,25 l/100 kg sem.

Bayer

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Rhopalosiphum maidis

imidacloprid

Gaucho FS

SC

IV

0,8 l/100 kg sem.

Bayer

Scaptocoris castanea

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

Spodoptera

alpha-cypermethrin

Fastac 100 SC

SC

III

0,05 l

Basf

frugiperda

beta-cyfluthrin

Bulldock 125 SC

SC

II

0,04 l

Bayer

   

Full

EC

II

0,1 l

Bayer

   

Novapir

EC

II

0,1 l

Cheminova

   

Turbo

EC

II

0,1 l

Bayer

 

carbaryl

Carbaryl Fersol 480 SC

SC

II

2,0 - 2,3 l

Fersol

   

Carbaryl Fersol Pó 75

DP

III

15,0 - 20,0 kg

Fersol Ltda.

   

Sevin 480 SC

SC

II

1,9 - 2,25 l

Aventis

 

carbofuran

Carbofuran Sanachem 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l

Dow AgroSciences

   

Carboran Fersol 350 SC

SC

I

2,0 kg/100 kg sem.

Fersol

   

Diafuran 50

GR

I

20,0 - 30,0 kg

Hokko

   

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furadan 50 G

GR

III

20,0 - 30,0 kg

FMC

   

Ralzer 350 SC

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

Fersol

   

Ralzer 50 GR

GR

I

20,0 - 30,0 kg

Fersol

 

chlorfenapyr

Pirate

SC

III

0,5 - 0,75 l

Basf

 

chlorfluazuron

Atabron 50 CE

EC

I

0,15 - 0,3 l

Ishihara

 

chlorpyrifos

Astro

EW

III

0,3 - 0,5 l

Bayer

   

Clorpirifós Fersol 480 CE

EC

II

0,4 - 0,6 l

Fersol

   

Clorpirifos Sanachem 480 CE

EC

I

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

   

Klorpan 480 CE

EC

II

0,4 - 0,6 l

Agripec

   

Lorsban 480 BR

EC

II

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

   

Nufos 480 CE

EC

III

0,4 - 0,6 l

Cheminova

   

Pyrinex 480 CE

EC

II

0,4 l

Agricur

   

Sabre

EW

III

0,3 - 0,5 l

Dow AgroSciences

   

Vexter

EC

II

0,4 - 0,6 l

Dow AgroSciences

 

cyfluthrin

Baytroid CE

EC

III

0,3 l

Bayer

 

cypermethrin

Arrivo 200 CE

EC

III

0,05 - 0,08 l

FMC

   

Cipermetrina Nortox 250 CE

EC

I

0,04 - 0,065 l

Nortox

   

Cipertrin

EC

II

0,05 - 0,06 l

Prentiss

   

Commanche 200 CE

EC

III

0,05 - 0,06 l

FMC.

   

Cyptrin 250 CE

EC

I

0,05 - 0,06 l

Agripec

   

Galgotrin

EC

II

0,05 l

Chemotécnica Sintyal

   

Ripcord 100

EC

II

0,1 l

Basf

 

deltamethrin

Decis 25 CE

EC

III

0,2 l

Aventis

   

Decis 4 UBV

UL

III

1,3 - 2,0 l

Aventis

   

Decis 50 SC

SC

IV

0,05 - 0,075 l

Aventis

   

Decis Ultra 100 CE

EC

I

0,04 - 0,05 l

Aventis

   

Keshet 25 CE

EC

I

0,2 l

Agricur

 

deltamethrin + triazophos

Deltaphos

EC

I

0,25 - 0,35 l

Aventis

 

diflubenzuron

Dimilin

WP

IV

0,1 kg

Uniroyal

 

enxofre

Kumulus DF

WG

IV

1,0 kg

Basf

 

esfenvalerate

Sumidan 25 CE

EC

I

0,6 - 0,8 l

Sumitomo

 

etofenprox

Trebon 300 CE

EC

III

0,07 - 0,1 l

Sipcam

 

fenitrothion

Sumibase 500 CE

EC

II

1,0 - 2,0 l

Sumitomo

   

Sumithion 500 CE

EC

II

1,0 - 1,5 l

Sumitomo

 

fenpropathrin

Danimen 300 CE

EC

I

0,1 - 0,12 l

Sumitomo

 

furathiocarb

Promet 400 CS

SL

III

1,6 l/100 kg sem.

Syngenta

 

lambda-cyhalothrin

Karate 50 CE

EC

II

0,15 l

Syngenta

   

Karate Zeon 250 CS

CS

III

0,03 l

Syngenta

   

Karate Zeon 50 CS

CS

III

0,15 l

Syngenta

 

lufenuron

Match CE

EC

IV

0,3 l

Syngenta

 

malathion

Malathion 500 CE Sultox

EC

III

2,5 l

Action

 

methomyl

Lannate BR

SL

I

0,6 l

Du Pont

   

Lannate Express

SL

II

0,6 l

Du Pont

   

Methomex 215 LS

SL

II

0,6 l

Agricur

 

methoxyfenozide

Intrepid 240 SC

SC

IV

0,15 - 0,18 l

Dow AgroSciences

   

Valient

SC

IV

0,15 - 0,18 l

Bayer

 

monocrotophos

Agrophos 400

SL

I

0,6 - 0,9 l

Agripec

 

novaluron

Gallaxy 100 CE

EC

IV

0,15 l

Agricur

   

Rimon 100 CE

EC

IV

0,15 l

Agricur

 

parathion-methyl

Bravik 600 CE

EC

I

0,45 - 0,675 l

Action

   

Folidol 600

EC

II

0,45 - 0,675 l

Bayer

   

Folidol ME

CS

III

0,7 l

Bayer

   

Folisuper 600 BR

EC

I

0,25 - 0,65 l

Agripec

   

Mentox 600 CE

EC

II

0,65 l

Prentiss

   

Paracap 450 MCS

CS

III

0,7 l

Cheminova

   

Parathion Metílico Pikapau

DP

I

0,65 l

Químicas São Vicente

 

permethrin

Ambush 500 CE

EC

II

0,05 l

Syngenta

   

Corsair 500 CE

EC

II

0,1 l

Aventis

   

Permetrina Fersol 384 CE

EC

I

0,1 - 0,13 l

Fersol

   

Piredan

EC

II

0,065 l

Du Pont

   

Pounce 384 CE

EC

II

0,065 l

FMC

   

Talcord 250 CE

EC

II

0,1 l

Basf

   

Valon 384 CE

EC

II

0,065 l

Dow AgroSciences

 

profenofos

Curacron 500

EC

III

0,5 l

Syngenta

 

pyridaphenthion

Ofunack 400 CE

EC

III

0,5 l

Sipcam

 

spinosad

Credence

SC

III

0,037 - 0,1 l

Dow AgroSciences

   

Tracer

SC

III

0,037 - 0,1 l

Dow AgroSciences

 

tebufenozide

Mimic 240 SC

SC

IV

0,3 l

Dow AgroSciences

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l /100 kg sem.

Aventis

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l /100 kg sem.

Aventis

   

Larvin 800 WG

WG

II

0,1 - 0,15 l

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

 

triazophos

Hostathion 400 BR

EC

I

0,3 - 0,5 l

Aventis

 

trichlorphon

Dipterex 500

SL

II

0,8 - 2,0 l

Bayer

   

Triclorfon 500 Milena

SL

II

1,0 - 2,0 l

Milenia

 

triflumuron

Alsystin 250 PM

WP

IV

0,1 kg

Bayer

   

Alsystin 480 SC

SC

IV

0,05 l

Bayer

   

Brigadier

WP

II

0,1 kg

Bayer

   

Certero

SC

IV

0,05 l

Bayer

   

Rigel

SC

IV

0,05 l

Cheminova

 

zeta-cypermethrin

Fury 180 EW

EW

II

0,04 l

FMC

   

Fury 200 EW

EW

III

0,08 - 0,1 l

FMC

   

Fury 400 CE

EC

II

0,05 - 0,08 l

FMC

Syntermes molestus

benfuracarb

Laser 400 SC

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Iharabras

   

Oncol Sipcam

SC

II

1,75 - 2,5 l/100 kg sem.

Sipcam

 

carbofuran

Furadan 350 TS

SC

I

2,0 - 3,0 l/100 kg sem.

FMC

   

Furazin 310 TS

SC

I

2,25 l/100 kg sem.

FMC

 

carbosulfan

Marshal TS

SC

II

2,0 - 2,8 l/100 kg sem.

FMC

   

Marzinc 250 TS

DS

II

2,0 kg/100 kg sem.

FMC

 

imidacloprid

Gaucho

WS

IV

1 kg/100 kg sem.

Bayer

   

Gaucho FS

FS

IV

0,4 l/100 l água

Bayer

 

terbufos

Counter 50 G

GR

I

40 kg

Basf

   

Counter 150 G

GR

I

13 kg

Basf

 

thiodicarb

Futur 300

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

   

Semevin 350

SC

III

2,0 l/100 kg sem.

Aventis

Fonte: MAPA Agrofit.

O período de proteção das sementes e das plantas recém-emergidas proporcionado pelo tratamento de sementes dependerá da interação de vários fatores. Pode-se destacar os relacionados com a própria semente (tamanho, formato, textura, permeabilidade), com a natureza dos inseticidas (modo e espectro de ação, formulação, dose) e com as características do ambiente (pressão de infestação da praga, textura, temperatura e umidade do solo). Associado a esses fatores, também é importante levar em consideração a qualidade da aplicação, como o tipo de equipamento utilizado e a qualificação e capacitação do pessoal envolvido.

Dependendo da toxicidade do inseticida, o tratamento de sementes pode ser realizado na própria fazenda, ou deve ser realizado em Centros de Tratamentos de Sementes ou em revendas especializadas com máquinas apropriadas e com pessoal treinado. Nas fazendas, geralmente são utilizados tambores rotativos (Figura 28), construídos especificamente para essa finalidade. No entanto, independente do equipamento ou inseticida utilizado, todos os cuidados devem ser tomados para evitar possíveis contaminações ou intoxicações do operador.

Foto: Acervo Embrapa Milho e Sorgo

Figura 28. Tambor rotativo para tratamento de sementes.

No caso da semente de milho, a eficiência na distribuição da semente tratada no sulco de semeadura pode ser melhorada com a adição de grafite em pó. Isso se deve ao fato, que a semente tratada com inseticida apresenta uma alteração em sua forma original, muitas vezes trazendo como consequência maior dificuldade de escoamento dentro do compartimento da semeadora. Nesse caso, o uso de grafite melhora o escoamento das sementes tratadas, especialmente em sistemas de distribuição através de discos. Aos contrário, o excesso de grafite, colocado nos sistemas de dedos (garras), tem funcionado de maneira contrária. A quantidade recomendada de grafite varia de acordo com o tamanho da semente. Sementes maiores demandam uma maior quantidade. Em média, recomenda-se cerca de 2 a 4 gramas de grafite em pó por quilo de semente tratada.

Como recomendação final, sugere-se que as sementes tratadas não sejam armazenadas e que se faça a semeadura em poucos dias após o tratamento. Os inseticidas geralmente não afetam a germinação de sementes de alta qualidade. Entretanto, sementes de qualidade inferior, podem ter o vigor afetado e consequentemente reduzir o número de plantas na lavoura. Deve-se também, evitar que as sementes fiquem descobertas no sulco de plantio, pois são tóxicas para pássaros e outros animais.

Seletividade de inseticidas

No passado a escolha de determinado inseticida para uso contra as pragas da agricultura era baseada na capacidade do produto químico de atuar rapidamente e sobre diferentes espécies de praga. Geralmente eram produtos de amplo espectro de ação, e, invariavelmente altamente tóxico. Por apresentarem custo relativamente baixo, tais produtos químicos eram considerados como um seguro para a produção de alimentos. Eram utilizados independente da necessidade. No entanto, com o passar dos anos foi fácil verificar os efeitos danosos dos produtos para a natureza como um todo. E, especialmente em relação ao método de controle em si, começaram-se a aparecer raças resistentes de pragas e até mesmo novas pragas, anteriormente presentes, porém em nível populacional baixo em virtude da ação de diferentes agentes de controle natural. Atualmente, o conceito do controle químico tem mudado. Há uma preocupação crescente não só pela sociedade como um todo, mas também pelo próprio agricultor, com o uso indiscriminado de produtos químicos. Tem-se buscado inclusive pelas empresas produtoras de inseticidas, produtos que sejam menos danosos ao ambiente - tem-se portanto, buscado a seletividade dos produtos. Tal seletividade pode ser alcançada através do produto em si, por exemplo, produtos que atuem somente sobre determinados grupos ou sobre determinadas fases da fisiologia dos insetos (inseticidas fisiológicos). A seletividade também pode ser alcançada através de aplicações dirigidas. Por exemplo, a aplicação de inseticidas para o controle da lagartas no cartucho da planta de milho posicionando o bico de pulverização de modo a aplicar o produto somente na área desejada utilizando o trator é mais seletiva do que a aplicação via água de irrigação (que é uma aplicação em área total). De maneira semelhante, o tratamento de sementes é mais seletivo do que a pulverização, em função da formulação do produto e do modo de utilização. A seletividade também pode ser em relação a determinados inimigos naturais. Por algum mecanismo do inseto, ele pode não ser afetado drasticamente por determinado produto químico. Tais produtos devem ser preferidos em programas de manejo.

Aplicação de Inseticidas via Água de Irrigação

Define-se como insetigação, a aplicação de inseticidas via água de irrigação. Na insetigação o sistema de irrigação por aspersão, tem sido o método mais utilizado para a aplicação dos inseticidas. A técnica iniciou-se na América do Norte na década de 60 visando o controle de pragas foliares com a utilização dos inseticidas azinphos methyl e carbaryl para o controle de insetos-praga na cultura do milho. No Brasil, a insetigação começou a ser utilizada na década de 80, havendo uma grande escassez de informações técnicas para as nossas condições. Atualmente, com a expansão de áreas agrícolas irrigadas, tem-se utilizado aplicações de inseticidas via irrigação por aspersão, muita das vezes, sem se conhecer parâmetros técnicos necessários para se obter a melhor eficiência e redução de riscos oriundos de qualquer utilização de defensivos agrícola.

A insetigação tem sido utilizada com sucesso para o controle de diversas pragas e culturas, entretanto existem exemplos de insucessos, indicando que o método não se aplica para todas as condições. As doses dos inseticidas aplicados na insetigação são as mesmas utilizadas em pulverizações pelos utilizando-se os métodos convencionais (tratorizada ou costal). As primeiras avaliações de inseticidas na insetigação, baseiaram-se nos princípios ativos que apresentavam eficiência comprovada através de pulverização para o controle de determinada praga.

Vários parâmetros são relevantes para se obter uma boa eficiência na insetigação e evitar riscos, destacando-se as condições ambientais (velocidade do vento, umidade relativa, precipitação pluviométrica), tipo e umidade do solo, seleção de inseticidas (solubilidade em água, dose), volume, qualidade e velocidade do fluxo de água e compatibilidade de produtos. Na utilização da insetigação, deve-se precaver contra aplicações indiscriminadas de inseticidas, cuidados no manuseio de inseticidas que na maioria são inflamáveis, utilizar equipamentos de segurança adequados, evitar deriva e não entrar na área logo após ser tratada.

O emprego dessa técnica tem sido pesquisada na Embrapa Milho e Sorgo para o controle da lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, lagarta-da-espiga, Helicoverpa zea, lagarta elasmo, Elasmopalpus lignosellus e larva alfinete, Diabrotica speciosa. Os resultados indicam que essas pragas podem ser controladas empregando os inseticidas aplicados via água de irrigação por aspersão mostrados na Tabela 5.

Tabela 5. Inseticidas com melhores performance para o controle de insetos-pragas de milho aplicados via irrigação por aspersão. EMBRAPA/CNPMS.

Insetos-praga

Inseticida (i.a.)

Dose (i.a./ha)

Lâmina de água (mm)

Lagarta-do-cartucho

chlorpyrifos fenvalerate carbaryl diazinon lambdacyalothrin spinosad

288 200 1105 480 10 48

6 mm

Lagarta elasmo

chlorpyrifos

480

10 mm

Larva alfinete

chlorpyrifos imidacloprid

480 140

10 mm

Lagarta-da-espiga

cyfluthrin fenitrothion

15 750

10 mm

Fonte: Paulo Afonso Viana.

Os inseticidas mostrados na Tabela 5 podem ser aplicados utilizando equipamentos convencionais de irrigação (tipo lateral portátil) ou através de pivô. Para o equipamento convencional a calda inseticida pode ser injetada no sistema de irrigação através de bomba dosadora ou de um equipamento portátil de injeção desenvolvido na Embrapa Milho e Sorgo, denominado "vaquinha" (Figura 29). Para o pivô central, utiliza-se a bomba dosadora. Independentemente do método de injeção adotado, a qualidade dos resultados obtidos na aplicação depende do cálculo correto de variáveis como taxa de injeção, quantidade do inseticida a ser injetada, volume do tanque de injeção e dose do inseticida a ser aplicada na área irrigada.

Foto: Paulo Afonso Viana

Figura 29. Equipamento portátil de injeção desenvolvido na Embrapa Milho e Sorgo denominado "vaquinha".

Desde o início de sua utilização, a insetigação, tem adaptado tecnologias existentes, tanto na parte de equipamentos ou dos químicos a serem aplicados. No futuro, novas formulações de inseticidas deverão ser desenvolvidas para essa modalidade de aplicação, visando obter maior eficiência no controle das pragas. Pesquisas deverão ser conduzidas objetivando reduzir a quantidade de inseticidas aplicados nas lavouras, com reflexos diretos nos custos de produção e de contaminação ambiental. A indústria deverá desenvolver equipamentos para alta eficiência tanto para irrigação como para aplicação de produtos químicos. Melhoria de eficiência de controle de pragas poderá também ser obtida com novos aspersores, tanques e depósitos para a mistura da calda inseticida, microprocessador controlando irrigação e injeção.

Controle Biológico: papel dos inimigos naturais no controle das pragas

Em função da importância de insetos-praga da ordem Lepidoptera (mariposas, especialmente) como pragas da cultura do milho no Brasil e também em relação ao aparecimento de populações resistentes aos inseticidas, como é o caso da lagarta-do-cartucho, as pesquisas com controle biológico têm aumentado no país. Deve-se considerar que, em certas circunstâncias, os inimigos naturais podem diminuir consideravelmente a população da praga no campo.

São importantes inimigos naturais das principais pragas do milho quatro espécies de vespas (chamados parasitoides, ou seja, insetos cujas larvas se desenvolvem dentro dos ovos ou das lagartas da praga) e, talvez, o mais importante, e facilmente percebido no campo, a chamada "tesourinha", presente no cartucho da planta ou na espiga. Todos esses inimigos naturais atuam nas primeiras fases de desenvolvimento da praga, e, portanto, evitando danos significativos à planta.

Dos parasitoides dois atuam exclusivamente sobre os ovos da praga, impedindo a eclosão da larva: Trichogramma spp. (Figura 30) e Telenomus remus (Figura 31). São insetos facilmente criados no laboratório, a um custo inferior ao do produto químico padrão. Esses inimigos naturais já estão sendo liberados em áreas comerciais, em diferentes regiões do Brasil, com sucesso. O ciclo total dessas vespas varia entre 10 e 12 dias.

Foto: Ivan Cruz

Figura 30. Trichogramma spp.

Foto: Ivan Cruz

Figura 31. Telenomus remus.

A vespa Chelonus insularis (Figura 32) é de ocorrência comum no Brasil. A fêmea coloca seus ovos no interior dos ovos da praga, permitindo no entanto a eclosão das larvas. A larva parasitada não provoca danos significativos ao milho. O ciclo biológico total do parasitoide é de 28 dias, distribuídos em período de incubação de 1,8 dias, período larval de 20,4 dias e período pupal de 6,2 dias. A larva parasitada sai precocemente do cartucho, dirigindo-se para o solo, onde constrói uma câmara. Após a construção desta câmara a larva do parasitoide perfura o abdômen da lagarta-do-cartucho e dentro da câmara, constrói seu casulo e transforma-se em pupa.

Foto: Ivan Cruz

Figuara 32. Vespa Chelonus insularis.

Campoletis flavicincta (Figura 33) é uma outra vespa medindo cerca de 7 mm de comprimento, que coloca seus ovos no interior do corpo de lagartas de S. frugiperda recém-nascidas. Uma só fêmea pode parasitar mais de 200 lagartas. O ciclo biológico completo do inseto é de 16,5 dias. Dentro da lagarta-do-cartucho o parasitoide passa cerca de 9,6 dias. A larva parasitada reduz significativamente o alimento ingerido. Próximo à saída da larva do parasitoide, o inseto parasitado sai do cartucho da planta e dirige-se para as folhas mais altas da planta. Neste local fica praticamente imóvel até ser morto pelo parasitoide que perfura seu abdômen.

Foto: Ivan Cruz

Figura 33. Campoletis flavicincta.

A tesourinha Doru luteipes (Figura 34) tem presença constante na cultura de milho. Tanto os imaturos quanto os adultos alimentam-se de ovos e de lagartas pequenas da praga. Um adulto do predador pode consumir cerca de 21 larvas pequenas por dia. Os ovos da tesourinha são colocados dentro do cartucho da planta, sendo que uma postura possui em média, 27 ovos. O período de incubação dura cerca de sete dias. As ninfas, a semelhança dos adultos são também predadoras. A fase ninfal dura em torno de 40 dias. Os adultos podem viver quase um ano. A presença do predador em até 70% das plantas de milho é suficiente para manter a praga sob controle.

Foto: Ivan Cruz

Figura 34. Tesourinha Doru luteipes.

Existem vários outros inimigos naturais da lagarta-do-cartucho que de certa forma contribuem para diminuir a população da praga na cultura do milho. No entanto, os mencionados aqui já são criados em laboratório e apresentam com grande potencial para serem utilizados em liberações inundativas ou inoculativas.

A conscientização de que os inimigos naturais podem ser aliados importantes no manejo de pragas tem forçado a busca de inseticidas e/ou aplicações mais seletivas. No caso específico da cultura de milho, o predador Doru luteipes por sua importância no controle biológico da praga, além de todas as suas formas biológicas estarem intimamente ligadas ao cartucho da planta, é o mais sujeito a ação dos produtos químicos. Por essa razão, tem-se avaliado o impacto dos diferentes produtos químicos sobre suas fases. Sabe-se que os adultos são mais tolerantes a vários produtos, especialmente biológicos e fisiológicos. No entanto ovos e formas imaturas são bem mais sensíveis. A sensibilidade desse e de outros inimigos naturais bem como os critérios para a escolha de um produto químico para uso no manejo integrado de S. frugiperda em milho, foram abordados por Cruz (1997).

Manejo Integrado de Pragas em lavouras plantadas com milho geneticamente modificado com gene bt (Milho Bt)

As plantas transgênicas com atividade inseticida representam uma alternativa de controle de pragas visando a minimizar os danos causados por insetos-praga em lavouras de milho. O milho transgênico com atividade inseticida conhecido como milho Bt, foi transformado e incorporando uma toxina isolada da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt). Essa bactéria produz uma toxina (inseticida) específica para larvas de alguns insetos. A toxicidade dessas proteínas tem alta especificidade para cada grupo de inseto. O Bt, como bactéria, vem sendo utilizado desde 1920 como bioinseticida na França e, hoje, é utilizado em vários países sem causar problemas aos produtores, aos consumidores ou ao ambiente.

No caso do milho Bt, disponível comercialmente hoje no Brasil, utilizaram-se toxinas com maior especificidade para os lepidópteros-praga (lagartas). Estão disponíveis para comercialização eventos que expressam diferentes proteínas (Tabela 6). No registro das empresas, as pragas-alvo incluem três espécies: a lagarta-do-cartucho do milho (LCM), Spodoptera frugiperda; a lagarta-da-espiga do milho (LEM), Helicoverpa zea; e a broca da cana-de-acúcar (BCA),Diatraea saccharalis. Entretanto, há dados na literatura indicando também a atividade dessas toxinas sobre a lagarta-elasmo (LEL), Elasmopalpus lignosellus.

Tabela 6. Eventos de milho geneticamente modificados que expressam proteínas inseticidas de B. thuringiensis liberadas para cultivo no Brasil, disponíveis para comercialização na safra 2012/2013

2007

MON 810

Yeldgard ®

Cry1Ab

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

2008

Bt11

Agrisure TL ®

Cry1Ab

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

TC 1507

Herculex ®

Cry1F

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

2009

MON 89034

Yeldgard ®

Cry1A.105/Cry2Ab2

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

MIR 162

Agrisure Viptera ®

Vip3Aa20

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

2010

Bt11 X MIR 162

Agrisure Viptera

Cry1Ab/VIP3Aa20

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

MON 89034 + TC1507

Power Core ® PW

Cry1A.105/Cry2Ab2/Cry1F

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

2011

TC 1507 x MON 810

Hx YG

Cry1Ab/Cry1F

S.frugiperda, D.saccharalis e H.zea

Recomendação de refúgio de acordo com empresa detentora do evento.

Adaptado de CTNBIO, 2012; Omoto et al 2012, Mapa 2012.

As proteínas do Bt apresentam alta especificidade, sendo que mesmo dentro do grupo de insetos a atividade de cada proteína é diferenciada. A eficiência para algumas das espécies-alvo é bastante alta e pode dispensar totalmente a aplicação de defensivos. Entretanto, para os dados indicam variação na proteção oferecida às plantas, portanto, dependendo do híbrido, do evento GM e da intensidade de infestação, pode ser necessário controle complementar de acordo com Tabela 1 (Inseticidas registrados para o controle de insetos-praga na cultura do milho – Setembro/2012). Esta estratégia pode ser, inclusive, útil para o manejo da resistência, pois o controle dos sobreviventes no milho Bt com certeza contribuirá para a redução da seleção de raças resistentes. É importante lembrar que, para a proteína do Bt se tornar ativa, ela precisa ser ingerida pelo inseto; assim, o produtor certamente irá se deparar com algum sintoma de dano nas folhas do milho como, folhas raspadas (Figura 35).

Recomendações

Para a utilização do milho Bt, basta o produtor cumprir duas regras: a de coexistência, exigida por lei; e a regra do Manejo da Resistência de Inseto (MRI), recomendada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Coexistência - A regra exige o uso de uma bordadura de 100m isolando as lavouras de milho transgênico das de milho que se deseja manter sem contaminação de transgênico. Alternativamente, pode-se usar uma bordadura de 20m, desde que sejam semeadas 10 fileiras de milho não-transgênico (igual porte e ciclo do milho transgênico), isolando a área de milho transgênico.

Área de refúgio - A recomendação da CTNBio para o MRI é a utilização de área de refúgio. Esta recomendação é o resultado do consenso de que o cultivo do milho Bt em grandesáreas resultará na seleção de biótipos das pragas-alvo resistentes às toxinas do Bt.

Obviamente, o monitoramento da infestação das plantas também é importante, pois, dependendo do híbrido utilizado e da intensidade da infestação, o produtor pode precisar adotar medidas de controle complementares. No Brasil, a área de refúgio é a semeadura de milho não Bt, utilizando híbridos de igual porte e ciclo, de preferência o seu similar Bt, em cinco ou dez porcento àrea cultivada com milho Bt, dependendo da recomendação da empresa detentora do evento. A área de refúgio não deve estar a mais de 800m de distância das plantas transgênicas. Esta é a distância máxima verificada pela dispersão dos adultos da LCM no campo. Todas as recomendações são no sentido de sincronizar os cruzamentos dos possíveis adultos sobreviventes na área de milho Bt com suscetíveis emergidos na área de refúgio. O refúgio estruturado deve ser desenhado de acordo com área cultivada com o milho Bt (Figura 36). Para glebas com dimensões acima de 800m cultivadas com milho Bt, serão necessárias faixas de refúgio internas nas respectivas glebas. Ainda segundo a recomendação da CTNBio, na área de refúgio é permitida a utilização de outros métodos de controle, desde que não sejam utilizados bioinseticidas à base de Bt.

Responsabilidade de execução da área de refúgio e riscos da não adoção

Nas embalagens de sementes de milho Bt, há um contrato através do qual o produtor, ao abri-las, assume a responsabilidade de seguir as normas de coexistência e as de manejo da resistência. Portanto, cabe ao produtor a responsabilidade do uso dessas regras. O principal risco do não uso da área de refúgio está na rápida seleção de raças das pragas-alvo resistentes às toxinas do Bt. Assim, o produtor que não utilizar a prática do manejo da resistência será, sem dúvida, a primeira vítima da quebra da resistência, não obtendo controle das pragas-alvo com os híbridos de milho Bt.

Seletividade a organismos não alvo e a inimigos naturais

A especificidade das toxinas do Bt resulta em alta seletividade na sua atividade, agindo apenas nas espécies-alvo. Assim, afeta menos a comunidade dos insetos que utilizam o milho como hospedeiro que a utilização de inseticidas convencionalmente utilizados, por exemplo. Essa seletividade inclui também a comunidade de inimigos naturais, abelhas e outros insetos como pulgões e tripes. Dados mostram que essas toxinas, nas formulações de inseticidas à base de Bt empregadas na agricultura, têm sido consideradas relativamente não tóxicas para abelhas, existindo inclusive uma formulação comercial para controle de traça-da-cera em favos de mel. Para predadores, como alguns percevejos e joaninhas, as pesquisas realizadas até o momento indicam ausência de efeito negativo sobre esses insetos.

Fonte: Simone M. Mendes

Figura 35.  Milho Bt (A) e o similar não Bt (B).

Estrutura de Área de Refúgio

1) As plantas de milho não Bt da área de refúgio devem estar no máximo a 800m de distância das plantas.

Fonte: Simone M. Mendes

2) Para obedecer a essa regra, o plantio pode ser feito no perímetro da lavoura ou em faixas, dentro da área de cultivo.

Fonte: Simone M. Mendes

Fonte: Simone M. Mendes

3) Em área de pivô central, o refúgio pode ser feito em faixas ou em parte da área.

Fonte: Simone M. Mendes

Figura 36. Opções de formas da área de refúgio.

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9ª edição

Nov/2015

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