Pragas e seu controle

Miguel Michereff Filho

Mirian Fernandes Furtado Michereff

Vários insetos têm a mangabeira como planta hospedeira; entretanto, em virtude desta fruteira ainda se encontrar em processo de domesticação e da reduzida quantidade de cultivos comerciais, poucas pragas têm sido registradas causando prejuízo à cultura. Algumas pragas são esporádicas e regionais, outras ocorrem com menor frequência e em níveis populacionais baixos, sem causar danos econômicos, e poucas requerem a adoção de medidas de controle.

As fases de plantas em viveiro e de pomar em implantação representam o período mais crítico dessa cultura em relação às perdas ocasionadas por pragas, entre as quais, destacam-se os pulgões e as formigas cortadeiras, por danificarem com frequência as folhas, ramos e brotações.

Atualmente não existem inseticidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para controle de pragas da mangabeira. Entretanto, serão mencionados alguns agrotóxicos listados na literatura sobre a cultura. A eventual menção de marca comercial e/ou princípio ativo, contida no texto, não significa recomendação ou endosso de seu uso pelos autores.

Para facilitar a identificação das pragas e a operacionalização das medidas de controle, de forma integrada, os insetos e outros organismos foram reunidos em três grupos distintos, sendo: pragas primárias, secundárias e potenciais. Como praga primária ou principal, considera-se aquela que, com frequência, provoca danos econômicos, exigindo medidas de controle. Praga secundária é aquela que, embora cause danos à cultura, raramente provoca prejuízos e quando isso ocorre, verifica-se em áreas localizadas em determinado período. Praga potencial refere-se a organismos menos frequentes e pouco estudados, mas que podem causar algum dano e se tornar pragas relevantes da mangabeira no futuro.

Pragas primárias

Pulgões

Aphis gossypii Glover, 1877 (Hemiptera: Aphididae)

Toxoptera citricida (Kirkaldy, 1907) (Hemiptera: Aphididae)

Pulgões são insetos pequenos (1 mm a 3 mm de comprimento), com corpo periforme e mole, antenas bem desenvolvidas e aparelho bucal tipo sugador. Esses insetos vivem agrupados em colônias, com formas aladas e ápteras (sem asas) e se alimentam sugando a seiva de tecidos tenros das plantas (Figura 1). Só existem pulgões fêmeas que se reproduzem por partenogênese telítoca. No início da formação da colônia, a reprodução é somente de indivíduos ápteros; com o aumento da população, aparecem os indivíduos alados, responsáveis pela dispersão da espécie e pela infestação de novas plantas hospedeiras. Desta forma, na natureza os pulgões apresentam ao longo do ano um ciclo de alternância de colonização entre suas plantas hospedeiras, incluindo a vegetação herbácea (plantas daninhas e silvestres), a mangabeira e outras plantas cultivadas do entorno (Figura 2).  

Foto: Miguel Michereff Filho

Colônia de pulgão com ninfas

Figura 1. Colônia de pulgão Aphis gossypii, com ninfas e adultos.

Ilustração: Miguel Michereff Filho

Ilustração ciclo de pulgões

Figura 2. Ciclo dos pulgões na mangabeira.

Sintomas e danos

Os danos são mais severos em mudas de viveiros e em pomares na fase de implantação (plantas jovens). A sucção contínua de seiva e a injeção de toxinas provocam deformações e enrolamento de folhas e de brotos e encurvamento da parte apical do caule, podendo ocasionar atrofiamento e morte de mudas e de plantas jovens. A substância adocicada expelida por grandes colônias de pulgões também favorece o desenvolvimento do fungo Capnodium spp., e a subsequente formação de fumagina (película preta), que pode cobrir totalmente a superfície foliar da planta, prejudicando sua fotossíntese e respiração. Em plantas adultas, também pode ocorrer infestação nos brotos terminais; porém, sem maiores prejuízos, uma vez que as populações da praga são naturalmente reduzidas pelas chuvas e pela ação de inimigos naturais.

Controle

Não há nível de ação determinado para pulgões em mangabeira. Assim, a tomada de decisão dependerá da análise subjetiva das infestações no viveiro e no pomar. O monitoramento de pragas na mangaba deve ser uma prática constante no viveiro de mudas, enquanto áreas recém-plantadas devem ser inspecionadas, no mínimo, mensalmente.

O controle cultural pode ser usado como prática preventiva, que é o controle previamente planejado, para retardar ou reduzir a infestação das pragas. As medidas de controle mais recomendadas são: eliminar dos pomares e imediações as ervas daninhas, plantas silvestres ou cultivadas, que sejam hospedeiras de pulgões; uso de mudas oriundas de viveiros idôneos, bem como levar ao campo plantas sadias e vigorosas; optar por plantio de áreas menores, na qual se pode conduzir o pomar cuidadosamente; fazer adubação adequada utilizando também o espaçamento e a densidade de plantio recomendados para a cultura; manter sub-bosques com plantas nativas; manutenção de vegetação rasteira nas ruas/entrelinhas mediante capina seletiva/roçagem (favorece a presença de inimigos naturais) e coroamento das plantas ou limpeza das filas de cultivo; eliminar restos culturais imediatamente após a poda e/ou colheita, para impedir a formação de focos de sobrevivência de formas jovens e adultos.

O controle biológico ocorre quando os pulgões são controlados naturalmente por parasitoides e predadores, como joaninhas, neurópteros (bichos-lixeiro), vespas parasitoides e aranhas.

Não há inseticidas químicos registrados para pulgões na cultura da mangaba. Em alta infestação de pulgões no viveiro ou no pomar em formação, os produtores podem recorrer à pulverização de extratos caseiros ou de produtos comerciais à base de óleo de sementes de nim (Azadirachta indica), diluídos em água na concentração de 0,5%. Outras opções incluem: a pulverização de óleo mineral ou vegetal emulsionável diluído em água na concentração de 0,5% a 1%, o uso de extrato de pimenta, alho e sabão neutro ou ainda de suspensões saponáceas (sabão neutro picado dissolvido em água) aplicadas isoladamente ou em mistura com óleos vegetais. Detalhes sobre o preparo e uso desses produtos alternativos constam no final deste capítulo.

Formigas-cortadeiras

Atta spp. (Hymenoptera: Formicidae)

As formigas-cortadeiras ou saúvas são insetos com organização social, que vivem em ninhos subterrâneos (formigueiros), cortam plantas e transportam o material vegetal para o interior da colônia. Este material vegetal é utilizado como substrato para cultivo de um fungo, do qual se alimentam e onde permanecem suas formas jovens. As operárias são facilmente identificadas pela presença de três pares de espinhos no dorso do tórax (Figura 3).

Foto: Miguel Michereff Filho

Figura 3. Formiga-cortadeira (Atta spp.).

Externamente, o formigueiro apresenta um monte de terra solta, formado pelo acúmulo de terra extraída das câmaras, além de pequenos montículos e numerosos orifícios, denominados olheiros (Figura 4), os quais servem para ventilação, limpeza ou entrada de material vegetal coletado. Dos olheiros de trabalho, saem trilhas ou carreiros, que são os caminhos externos percorridos pelas formigas operárias à procura de material vegetal. As trilhas geralmente são superficiais e limpas (facilmente notadas) e muitas vezes bastante longas; terminam em olheiros que nem sempre indicam a localização das panelas do formigueiro.

Fotos: Miguel Michereff Filho

Olheiros e formigas nas folhagens e solo
Figura 4. a) Olheiros e b) trilhas de formigas-cortadeiras.

Sintomas e danos

As formigas-cortadeiras cortam a folhagem tenra da mangabeira, principalmente de plantas novas, podendo causar grandes prejuízos em viveiros e pomares em formação. Os danos causados pelas saúvas são em formato de meia-lua ou arco, como pela desfolha completa da copa.

Quando não são combatidas, o ataque logo após a transferência das mudas para o campo pode retardar o desenvolvimento das plantas e causar a perda de grande quantidade delasEm pomares formados e adultos, estas formigas são pragas secundárias e não causam danos significativos.

Controle

O monitoramento das formigas-cortadeiras no viveiro e nos pomares em formação deve ser constante, sendo a melhor forma de evitar os danos e prejuízos causados por esta praga. Em virtude dos danos severos que as formigas cortadeiras frequentemente ocasionam às plantas jovens, sua simples presença no agroecossistema já justifica o controle, devendo-se adotar medidas de caráter preventivo.

A manipulação do ambiente, para impedir, retardar, reduzir ou inibir o ataque ou o aparecimento de formigas-cortadeiras, é um instrumento de convivência harmônica com essa praga, por ser um controle ecologicamente sustentável. Por exemplo, como medida paliativa e temporária, pode-se retardar a ação das formigas sobre mudas e plantas jovens, colocando-se obstáculos em seu caminho, como canais de terra ou canaletas de cimento, cheios de água, circundando os canteiros de mudas do viveiro. A manutenção de sub-bosques de plantas nativas próximas ao viveiro e nos pomares de mangabeira também é recomendável.

Visando ao controle biológico, deve-se garantir a preservação dos predadores naturais das saúvas, tais como aves, lagartos, lagartixas, sapos, rãs, tatus, besouros do gênero Canthon (Scarabaeidae) e Taeniolobus (Carabidae), formigas dos gêneros SolenopsisParatrechina e Nomamyrmex, além de moscas da família Phoridae, nas áreas de mangabeira.

O controle químico é um método importante e, muitas vezes, imprescindível no controle de formigas-cortadeiras. O controle deve ser feito usando-se iscas granuladas, formicidas em pó ou líquidos termonebulizáveis aplicados diretamente nos formigueiros. Recomenda-se que todos os formigueiros de cortadeiras sejam destruídos na área do viveiro e circunvizinhanças. No plantio definitivo, o controle deve ser feito antes do transplante das mudas, mantendo-se uma vigilância regular para combater reinfestações.

Pragas secundárias

Cochonilhas

Coccus viridis (Green, 1889) (Hemiptera: Coccidae)

Pseudaonidia trilobiformis  (Green, 1896)  (Hemiptera: Diaspididae)

Sintomas e danos

As cochonilhas sugam a seiva, depauperando a planta. Essas pragas também podem excretar substâncias açucaradas, que favorecem o aparecimento de fumagina nas folhas e nos ramos, afetando negativamente a fotossíntese e a respiração da planta e, consequentemente, o seu desenvolvimento. A contínua sucção de seiva por um grande número de cochonilhas pode causar desfolha e a morte de ramos, reduzindo o vigor das mudas e plantas jovens.

Controle

As folhas e os ramos devem ser periodicamente observados. As cochonilhas localizam-se, inicialmente, em pequenas áreas e não em todo o pomar. A disseminação das cochonilhas no pomar é em geral lenta; assim, somente os pontos infestados (reboleiras) devem ser tratados. Caso estes focos não sejam eliminados, todo o pomar fica ameaçado, com aumento do custo de controle e, provavelmente, redução da produtividade.

Além das medidas preventivas recomendadas para pulgões, as cochonilhas também podem ser controladas mediante poda e queima ou enterrio de ramos infestados.

O controle biológico é realizado por diversos inimigos naturais, a exemplo de parasitoides, predadores e de fungos patogênicos a essa praga. 

Como não há inseticidas químicos registrados para cochonilhas na cultura da mangabeira, em caso de infestação severa, recomenda-se o uso de óleo mineral ou vegetal emulsionável diluído em água na concentração de 0,5% a 1%, com pulverização somente nos focos de infestação e nas horas mais frescas do dia. Alternativamente, podem ser utilizados extratos caseiros ou produtos comerciais à base de óleo de sementes de nim, diluídos em água na concentração de 0,5% ou ainda soluções saponáceas, aplicadas isoladamente ou em mistura com óleos vegetais.

Lagartas

Cocytius  antaeus  (Drury, 1773) (Lepidoptera: Sphingidae)

Erinnyis ello  (L., 1758) (Lepidoptera: Sphingidae)

Sintomas e danos

Em alta infestação, as lagartas desfolham totalmente as plantas jovens e podem destruir, também, os ramos mais finos.

Controle

Em ataques isolados (focos), recomenda-se a catação manual e a destruição das lagartas. Também se deve evitar a instalação do pomar em áreas próximas a cultivos de mandioca, mamoeiro e seringais.

O controle biológico é realizado naturalmente por insetos predadores e por parasitoides de ovos e de lagartas (vários microhimenópteros e moscas da família Tachinidade); e também por um vírus do tipo granulose (GV), Baculovirus erinnyis, que é um agente biológico de grande eficiência no controle de E. ello.

Não há inseticidas químicos registrados para lagartas na cultura da mangabeira. Quando houver infestação severa e generalizada de lagartas no viveiro ou no pomar em formação, o produtor poderá utilizar inseticidas biológicos comerciais à base de Bacillus thuringiensis (Berliner) em mistura com óleo mineral ou vegetal emulsionável (na concentração de 0,5% a 1%), com pulverização direcionada à parte aérea das plantas e sempre no final da tarde.

Abelha arapuá

Trigona spinnipes (Fabr., 1793)  (Hymenoptera: Apidae)

Sintomas e danos

As abelhas cortam folhas, ramos novos e flores na busca de látex da mangaba para a construção de seus ninhos. Quando o ataque é severo, prejudica o desenvolvimento das brotações e o crescimento, principalmente das plantas jovens.

Controle

Quando realmente necessária, a remoção de ninhos localizados nas proximidades do pomar constitui a principal medida de controle dessa espécie.

Percevejo

Leptoglossus stigma  (Herbst, 1784)  (Hemiptera: Coreidae)

Sintomas e danos

Adultos e ninfas perfuram os frutos verdes em vários locais, provocando o seu apodrecimento e queda precoce.

Controle

Não há inseticidas químicos registrados para percevejo na cultura da mangabeira. Para redução da infestação de percevejos no pomar durante a frutificação, pode-se instalar barreiras adesivas nas bordaduras do pomar e entre plantas de mangabeira. Estas barreiras podem ser filmes plásticos para cobertura de estufa ou lonas (para construção) de coloração amarela revestidos com uma camada de cola ou graxa para retenção dos insetos, sendo esticadas por estacas de bambu, em altura correspondente à copa das plantas. As barreiras devem ser substituídas quando estiverem saturadas de insetos e poeira ou sem adesividade.

Pragas potenciais

A mangabeira, além das pragas mencionadas, está sujeita à ação de outros organismos menos frequentes e pouco estudados, mas que podem se tornar pragas relevantes e ocasionar prejuízos futuramente com a expansão da área cultivada e da sua monocultura. Como exemplos, podem-se citar a ocorrência de larvas de mosca-das-frutas das famílias Tephritidae [Anastrepha spp. e Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824)] e Lonchaeidae [Neosilba sp.] danificando frutos de mangabeira em pomares de outras regiões, e o registro de perdas na fase de viveiro ocasionadas pelo consumo de sementes recém-plantadas ou em fase de germinação no solo, por ratos, na região Nordeste.

Receitas para o controle alternativo de pragas

Extrato de pimenta-do-reino, alho e sabão
Ingredientes

- 100 g de pimenta do reino moída

- 100 g de alho

- 50 g de sabão neutro

- 2 L de álcool

- 2 L de água

Preparo

1. Colocar 100 g de pimenta do reino moída e 1 L de álcool em um recipiente de vidro com tampa. Deixar em repouso por uma semana.

2. Triturar 100 g de alho, misturar em 1 L de álcool e colocar em um recipiente de vidro com tampa. Deixar em repouso durante 7 dias.   

3. Dissolver 50 g de sabão neutro em 1 L de água quente, no dia em que for usar a calda.

4. No dia em que a calda for aplicada nas plantas, deve-se coar os extratos e depois colocar 20 mL do extrato de pimenta do reino, 10 mL do extrato de alho e 100 mL da solução de sabão neutro em um pulverizador, completando o volume com água para 1 L. É necessário coar os ingredientes para evitar entupimento do bico do pulverizador.

Suspensão saponácea (calda de sabão)
Ingredientes

- 50 g de sabão neutro picado

- 2 L de água quente

- 20 L de água em temperatura ambiente

Preparo

1.Dissolver 50 g de sabão neutro em 2 de água quente, no dia em que for usar a calda.

2.Diluir os 2 L da suspensão de sabão em 20 L de água em temperatura ambiente.

3.Agitar a suspensão para uso.

4.Pulverizar o líquido sobre as folhas e brotações até formar uma espuma espessa.

5. Após a mistura secar, enxaguar as plantas com água.

Óleo bruto extraído de sementes de nim (Azadirachta indica)
Ingredientes

- 50 g  de sementes (oriundas de frutos verdes) secas, sem casca

- 1 ml de detergente neutro ou 100 mL de solução de sabão neutro

- 1 L de água

Preparo

1. Esmagar as sementes em prensa hidráulica, moedor de café ou pilão, transferindo-se o óleo extraído para um recipiente escuro, com um pincel. Armazenar o óleo até 30 dias da extração, na geladeira.

2. No dia em que a calda for aplicada sobre as plantas, deve-se misturar 5 mL do óleo de sementes e 1 mL de detergente neutro, completando-se o volume com água para 1 L de calda.

3. Agitar a suspensão para uso.

Óleo de nim emulsionável

Existem diversos produtos comerciais à base de óleo de sementes de nim em formulação emulsionável para pronto uso. Recomenda-se o uso do inseticida na concentração de 0,5%, ou seja, para o preparo da calda deve-se misturar 50 ml do produto comercial em 10 L de água.

Cuidados na aplicação dos defensivos

Os defensivos recomendados devem ser utilizados imediatamente após a sua mistura com a água. A aplicação deve ser feita com jato direcionado para a face superior e inferior das folhas e para brotos e pequenos frutos. 

As preparações caseiras, os produtos comerciais à base de nim, óleo mineral ou vegetal, bem como o inseticida biológico com a bactéria B. thuringiensis, devem ser pulverizados sempre com vento fraco e no final da tarde, quando as temperaturas estão mais amenas e o sol fraco. Não aplicá-los em dias chuvosos ou com possibilidade de chuva após a pulverização.

Quando necessário, deve-se repetir o tratamento em intervalos de quinze dias. Evitar a aplicação de mistura de defensivos (inseticida biológico e óleo de nim ou extratos caseiros, e destes com agroquímicos). Na manipulação e uso dos defensivos sempre utilizar equipamento de proteção individual (máscara, óculos, luvas, botas, macacão e avental) para se evitar reações alérgicas e eventuais queimaduras na pele.

 

Link Edição Portlet Link Edição Portlet

2ª edição

Link Expediente Portlet Link Expediente Portlet

Lista de Editores do SP da Area publica Portlet Lista de Editores do SP da Area publica Portlet

Editor(es) técnico(s)

  • Josué Francisco da Silva Junior
  • Ana da Silva Ledo

Lista de Autores do Tópico Área Pública Portlet Lista de Autores do Tópico Área Pública Portlet

Autores deste Tópico

  • Miguel Michereff Filho
  • Mirian Fernandes Furtado Michereff

Link Todos Autores Portlet Link Todos Autores Portlet

Imprimir SP Imprimir SP