Semeadura e rotação de culturas

Época de semeadura

A semeadura deve ser realizada no período indicado para cada município, de acordo com o zoneamento agrícola para a cultura do trigo. As portarias atualizadas do Zoneamento Agrícola de Risco Climático para trigo, nas diferentes unidades da Federação, podem ser encontradas no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), <www.agricultura.gov.br>, (BRASIL, 2013), na área de Política Agrícola, item Zoneamento Agrícola/Portarias Segmentadas por UF. Mais detalhes sobre o assunto também podem ser encontrados no item “Zoneamento Agrícola” desta publicação.

Arranjo de plantas

A distribuição das plantas de trigo na área pode ser modificada pela variação na população de plantas e no espaçamento entre linhas, o que define a área disponível para cada planta de trigo na lavoura (Figura 1).

Ilustração: João Leonardo Fernandes Pires figura1

Figura 1. Representação esquemática da área ocupada por cada planta de trigo em diferentes arranjos (combinação de populações de plantas com espaçamento entre linhas).

O ajuste correto desses dois fatores pode permitir, entre outras coisas, o maior aproveitamento da radiação solar incidente (que será transformada em assimilados e, posteriormente, em grãos), maior competição com plantas daninhas (interespecífica), menor competição entre as plantas de trigo (intraespecífica) e melhor aproveitamento da adubação aplicada. A falta ou o excesso de plantas pode comprometer negativamente o rendimento de grãos.

O trigo é uma espécie que pode produzir afilhos com espigas férteis, o que confere à cultura certa plasticidade, sendo capaz de ocupar espaços vazios deixados entre uma planta e outra (MUNDSTOCK, 1999). A produção de grãos em trigo é representada, em grande parte, pela produção dos afilhos, estando as plantas suficientemente espaçadas para estimular um adequado afilhamento. Densidades mínimas para garantir níveis adequados de rendimento de grãos vão depender muito das outras condições de ambiente (como fertilidade do solo e disponibilidade hídrica), para garantir níveis de afilhamento igualmente adequados. Já em população muito elevada, a produção de grãos será baseada, quase exclusivamente, na produção da planta-mãe. Também nesses casos, aumenta o número de plantas que não emitem inflorescências ou, se emitem, essas são pequenas. Em população extremamente elevada, outro inconveniente é a criação de um microambiente caracterizado por umidade relativa do ar elevada no interior do dossel, favorecendo o estabelecimento de doenças no início do ciclo da cultura, em função da folhagem muito fechada (MUNDSTOCK, 1999).

O trigo apresenta uma faixa de população de plantas que garante rendimento de grãos elevado. Essa faixa depende de vários fatores, como cultivar e o tipo de planta.

Indica-se utilizar a semeadura em linha (Figura 2), por distribuir mais uniformemente as sementes; pela maior eficiência no uso de fertilizantes e menor possibilidade de danos às plantas, quando for aplicado herbicida em pré-emergência (REUNIÃO..., 2011).

Fotos: João Leonardo Fernandes Pires figura2

Figura 2. Semeadura de trigo em linha (preferencial) e a lanço.

Densidade de semeadura

A densidade a ser adotada deverá considerar a indicação para cada cultivar e para cada região produtora, conforme indicação técnica das instituições de pesquisa e/ou dos obtentores das cultivares. De acordo com a COMISSÃO BRASILEIRA DE PESQUISA DE TRIGO E TRITICALE (REUNIÃO..., 2011), a densidade de semeadura indicada é:

  • Rio Grande do Sul e Santa Catarina: a densidade de semeadura indicada é de 250 sementes viáveis/m2 para cultivares semitardias e tardias; para cultivares precoces e médias a densidade indicada é de 300 à 330 sementes viáveis/m2; para cultivares tardias, quando usadas em duplo propósito, a densidade indicada é de 330 a 400 sementes viáveis/m2.
  • Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo: A densidade indicada é de 200 a 400 sementes viáveis/m2, em função do cilco, porte das cultivares e, algumas vezes, quanto aos tipos de clima e solo.
  • Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso e Distrito Federal: a densidade indicada para trigo irrigado é de 270 a 350 sementes viáveis/m2 e para trigo de sequeiro de 350 a 450 sementes viáveis/m2.

Espaçamento entre linhas

A distância entre linhas normalmente indicada para trigo é de 17 cm, sendo, no máximo, 20 cm.

Profundidade de semeadura

A profundidade de semeadura deve variar de 2 cm a 5 cm.

Rotação de culturas

A rotação de culturas minimiza infestações de pragas, patógenos e plantas daninhas, incrementa a fertilidade do solo, mantém a cobertura permanente do solo, minimizando a erosão, e viabiliza o sistema plantio direto na palha. Além destes fatores, a rotação de culturas diversifica e estabiliza a produção, contribuindo para a geração de renda adicional e para o aumento de produtividade dos cultivos. A implementação de sistemas de produção que contemplem a rotação de culturas, também favorece a redução do custo de produção, otimizando a utilização da mão de obra, dos equipamentos e do maquinário disponível na propriedade.

A eficiência do sistema de rotação e sucessão de culturas entre espécies gramíneas e leguminosas tem sido demonstrada em vários trabalhos científicos (SANTOS et al., 1997; WISNIEWSKI; HOLTZ, 1997; ARF et al., 1999). A estrutura física do solo também é favorecida pela rotação de culturas (SPERA et al., 2008). De acordo com Santos et al. (2008), em estudo de sistemas de manejo de solo e de rotação de culturas, na camada 0-0,05 cm, o teor de matéria orgânica da rotação III (trigo/soja, ervilhaca/milho e aveia branca/ soja) foi igual ao da floresta subtropical. A rotação de culturas visa, também, a redução do potencial de inóculo de organismos causadores de doenças no trigo, especialmente manchas foliares e podridões radiculares. As melhores opções para a rotação com trigo são a aveia branca e preta, o nabo forrageiro, a canola e as leguminosas em geral (REUNIÃO..., 2008).

O trigo constitui-se na principal alternativa para semeadura no Sul do Brasil, no período de inverno, gerando renda, otimizando o uso dos fatores de produção disponíveis, promovendo o sistema plantio direto na palha e melhorando o aproveitamento de insumos. De acordo com o Manual de adubação e de calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, sobre a quantidade de corretivo a ser utilizado, quando o trigo é semeado após leguminosa, indica-se reduzir 20 kg a quantidade de nitrogênio indicada para a cultura (TEDESCO et al., 2004).

No Cerrado brasileiro, o trigo também é uma alternativa importante para prevenir as consequências negativas da monocultura. O monocultivo de tomate e de leguminosas aumenta a incidência de doenças como esclerotínia, rizoctoniose e fusariose. O trigo não é hospedeiro desses patógenos, constituindo-se na principal alternativa para romper o ciclo biológico destes fitopatógenos, por meio da rotação com estas culturas no Cerrado (REUNIÃO..., 2005).

Uso da tecnologia de trigo de duplo-propósito

Além do tradicional uso do trigo para produção de grãos, a espécie pode ser utilizada em duplo propósito, ou seja, com pastejo para utilização de forragem na produção de carne e/ou leite e, posteriormente, produção de grãos. A tecnologia envolve genética (cultivares de trigo desenvolvidas para esta finalidade) adequada e manejo específico, tanto da cultura quanto dos animais.

No Sul do Brasil, tem sido observado que trigo de duplo propósito, após ser pastejado, produz rendimento de grãos similar ou até mais elevado do que não pastejado, em virtude de vários fatores, como elevado afilhamento, renovada área foliar e redução de porte, permitindo maior contribuição fotossintética ao desenvolvimento da planta (DEL DUCA et al., 2001). Dessa maneira, as plantas de trigo tendem a se ajustar após o pastoreio (adaptação fenotípica), antes do período crítico do alongamento dos entrenós (FONTANELI et al., 2011).

A disponibilização de cinco cultivares de trigo de duplo propósito pela Embrapa Trigo, a partir de 2002 (BRS Figueira, BRS Guatambu, BRS Umbu, BRS Tarumã e BRS 277), permite ofertar forragem durante o outono/inverno, período de menor taxa de crescimento e, portanto, necessidade de maior extensão de áreas com pastagens, para suprir a demanda do rebanho crescente de vacas leiteiras. A vantagem dessas cultivares é que permitem ser semeadas de 20 a 40 dias antes do período indicado às cultivares tradicionais para produção de grãos, cobrindo o solo mais cedo, ofertando a mesma quantidade de forragem da aveia preta, com vantagem de parte da área ser diferida, em fins do inverno, e possibilitando a colheita de 1.500 kg a 4.500 kg/ha de grãos que, no mínimo, servirão para compor rações para animais domésticos (aves, suínos e bovinos) (FONTANELI et al., 2011).

A seguir, seguem algumas sugestões de manejo para utilização de trigo quando o objetivo é o duplo propósito:

  1. Escolher cultivares de trigo desenvolvidas para uso em duplo propósito.
  2. Semear conforme as indicações do período de semeadura (20 a 40 dias antes do período indicado para cultivares precoces).
  3. Utilizar 10 a 20% mais sementes que o indicado para cultivares precoces.
  4. Corte ou pastejo: quando as plantas atingirem 25-35 cm de altura, obedecendo a uma altura de resteva de 5 a 10 cm, o pastejo ou corte deve ser realizado até a formação do primeiro nó visível, para evitar o corte do meristema apical, pois, se isto ocorrer, o rendimento de grãos cai drasticamente. Dê preferência ao pastejo no sistema com lotação rotacionada, com ciclos de pastejo de 30 dias, com um a três dias de utilização e 27 a 29 dias de repouso. Em caso de pastejo com lotação contínua, deve ser mantido resíduo alto (1.500 kg de forragem seca/ha). Sugere-se retirar amostras representativas da área, cortando-se as plantas a 7,0 cm acima da superfície do solo e iniciar o pastejo quando houver oferta de forragem verde de 0,6 a 1,0 kg por m2.
  5. Seguir as indicações da adubação nitrogenada para gramíneas forrageiras de estação fria, parcelando as aplicações (semeadura, perfilhamento e após pastejos).
  6. Demais práticas culturais: seguir as mesmas indicações da lavoura de produção de grãos tradicional.

Trigo: crescimento e desenvolvimento

O conhecimento dos estádios críticos para definição do rendimento em trigo é fundamental para o manejo orientado para potenciais elevados (Figura 3).

Ilustração: João Leonardo Fernandes Pires 

figura3

Figura 3. Escala Feekes-Large de crescimento e desenvolvimento de trigo e correspondente formação dos componentes do rendimento de grãos.

Fonte:  Large, 1954.

Em termos gerais, da semeadura à colheita, o ciclo do trigo pode ser dividido em três fases: vegetativa, reprodutiva e enchimento de grãos. Em cada uma das fases, estádios específicos determinam acontecimentos importantes na formação do rendimento de grãos, sob o ponto de vista tanto da quantidade quanto das características de qualidade tecnológica (classificação comercial dos grãos). Na sequência, com base em Slafer e Rawson (1994) e Cunha et al. (2009), complementados por outros autores, será detalhadamente descrita, em termos de estádios críticos e influências ambientais, a formação da planta de trigo e dos componentes do rendimento que, em última instância, levam até o rendimento na colheita, em quantidade (kg/ha) e em expressão de características de qualidade tecnológica do produto para diferentes usos.

A fase vegetativa é definida como uma etapa em que, da perspectiva de crescimento e desenvolvimento, são diferenciados, unicamente, primórdios foliares. A fase inicia-se com a semeadura, uma vez que, tão logo ocorra a embebição da semente, no embrião, que já conta com três a quatro folhas iniciadas, começa a diferenciação dos novos primórdios foliares (entre dois e três, até a emergência), a par do crescimento dos órgãos responsáveis pela emergência das plântulas (epicótilo e coleóptilo). O coleóptilo cresce até atingir a superfície do solo e perceber sinal de luminosidade, momento em que define o subperíodo semeadura-emergência. O nó de afilhamento, situado entre o coleóptilo e o epicótilo, forma-se abaixo da superfície do solo.

Depois do aparecimento da primeira folha, por meio do epicótilo, as demais surgem em intervalos mais ou menos regulares de 100 graus-dia (de 70 a 160 graus-dia, admitindo temperatura base de 0 °C), chamados de filocronos. O afilhamento inicia-se com o aparecimento de afilhos no interior das bainhas foliares, aproximadamente na quarta folha definitiva (três intervalos filocronos depois da aparição da primeira folha). Transcorre por um período mais ou menos prolongado, conforme a cultivar e o ambiente, até o início do alongamento, quando a competição por recursos inibe a formação de novos afilhos de ordem superior, havendo, inclusive, a morte de afilhos, numa ordem inversa ao seu aparecimento.

A fase vegetativa é encerrada com a iniciação floral, que marca o começo da fase reprodutiva, ocasião em que inicia a diferenciação dos primórdios de espiguetas, na porção central à espiga, estendendo-se, depois, para as extremidades, e culminando com o aparecimento da espigueta terminal, na ponta. O estádio de duplo-anel permite diagnosticar, inequivocamente, que a planta entrou na etapa reprodutiva, a qual pode se estender por semanas, começando a diferenciação de flores nas espiguetas centrais, quando cerca de metade das espiguetas estão diferenciadas. O crescimento da espiga e a formação de primórdios florais, no interior do colmo, ocorrem simultaneamente com a elongação e/ou encanamento (momento em que a planta assume um porte ereto) dos entrenós, cujo período estende-se até a floração (antese), quando o colmo finaliza o seu alongamento. Essa etapa compreende o alongamento do último entrenó, o pedúnculo, por onde emergirá a espiga, envolvendo a aparição da última folha (folha bandeira), e contempla, também, o emborrachamento (bainha engrossada), etapa muito sensível a estresses hídricos e térmicos (geada e calor), por coincidir com a meiose dos grãos de pólen. Poucos dias depois da autofecundação, com a extrusão das anteras (antese), que corresponde à floração, ocorre o início da fase de enchimento de grãos, a qual se estende até a maturação fisiológica, quando os grãos atingem o máximo acúmulo de matéria seca. Num primeiro momento, há uma intensa multiplicação celular, sem crescimento aparente do grão, com vistas à formação do endosperma. Depois, ocorre a etapa de enchimento efetivo, com as fases grão leitoso, grão pastoso, grão duro e, finalmente, grão maduro. Nessa fase, a senescência foliar é acelerada.

No que se refere a rendimento de grãos, ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura de trigo, pode-se considerar três etapas principais. Na primeira, que se estende da emergência das plântulas, passando pelo período de afilhamento, até a metade do alongamento (dois a três nós visíveis), o evento mais importante é a expansão da área foliar da cultura, sendo desejável que, ao final dessa etapa, a cultura tenha área foliar suficiente para interceptar a maior parte da radiação solar incidente (mais de 90%). Na segunda etapa, que compreende o crescimento das espigas sem grãos, o evento principal consiste na determinação do número potencial de grãos, que é condicionado pela sobrevivência das flores geradas. O peso seco da espiga por metro quadrado, ao término dessa etapa, é um bom estimador dos recursos destinados pela cultura para que as flores geradas, efetivamente, produzam grãos. A terceira etapa, a de enchimento dos grãos, começa poucos dias depois da floração e encerra-se na maturação fisiológica, quando ficam determinados o peso final de cada grão e o rendimento de grãos.

O rendimento de grãos em trigo pode estar mais limitado pela capacidade de armazenamento dos destinos do que pela fonte disponível de fotoassimilados para encher os grãos. De fato, a relação negativa entre o peso médio do grão (expresso no peso de mil grãos, por exemplo) e o número de grãos por metro quadrado (componente do rendimento que mais explica a variação de rendimento de grãos em trigo) tem se mostrado independente da competitividade por assimilados. Ainda, é nessa terceira etapa (enchimento de grãos) que se define a qualidade tecnológica, a qual sofre forte influência de interações entre genótipo e ambiente (clima e manejo) sobre a relação gliadina/glutenina e sobre o tipo de amido formado, servindo para explicar por que certas regiões do mundo prestam-se melhor à produção de determinados tipos de trigo.

As condições ambientais, locais e anuais influenciam o desenvolvimento e a geração dos componentes do rendimento de grãos na cultura de trigo. A temperatura afeta a taxa de desenvolvimento do cultivo desde a emergência até a maturação fisiológica. Temperaturas mais elevadas aceleram o desenvolvimento das plantas, com efeitos, por exemplo, na data de floração. Há, ainda, a questão das respostas quantitativas ao fotoperíodo e à vernalização (na etapa vegetativa), além de aspectos relacionados com características de precocidade intrínseca do genótipo.

De fato, há um período crítico de, aproximadamente, 30 dias, concentrados entre 20 dias pré-floração (aparecimento das anteras) e 10 dias pós-floração. Nesse período, as condições ambientais (radiação solar e temperatura do ar) são essenciais, pois determinam o número de afilhos que produzirão espigas (número de espigas por unidade de área) e o número de primórdios florais que sobreviverão dentro de cada uma das espiguetas, estabelecendo-se o número de flores que, efetivamente, poderão produzir grãos. Do produto entre espigas por metro quadrado e grãos por espiga, define-se o número de grãos por unidade de área. A relação positiva entre o peso de espigas, na floração, e o número de flores férteis demonstra que a quantidade de recursos alojados na espiga é fundamental para se lograr um número elevado de grãos (maior peso das espigas, maior número de grãos). Nesse período crítico, condições desfavoráveis de ambiente, como ocorrência de geada e seca, por exemplo, terão reflexos negativos na definição do número de flores férteis, no momento da antese, e condições pouco favoráveis, nos 10 dias pós-floração, reduzirão a capacidade de estabelecimento dos grãos.

Durante o período crítico de crescimento das espigas, as limitações impostas pelo ambiente têm, geralmente, mais efeitos sobre o rendimento de grãos do que as diferenças genéticas entre cultivares, via redução no número de grãos por metro quadrado. Desse fato decorre a importância de manejar-se o cultivo explorando a interação genótipo e ambiente, para que se conjuguem as melhores condições no período crítico. Para isso, devem ser consideradas a escolha da cultivar, a época de semeadura, a densidade de semeadura, a nutrição de plantas (adubação de base e em cobertura) e o controle de insetos-praga e doenças, preservando a área foliar fotossinteticamente ativa para interceptar a radiação solar.

Para se entender melhor como se forma o rendimento de grãos em trigo e aplicar corretamente as práticas de manejo da cultura, devem-se compreender os estádios de crescimento e desenvolvimento da planta de trigo. A implementação de práticas de manejo, como adubação, controle de insetos-praga, doenças e plantas daninhas, requer planejamento baseado mais no desenvolvimento do cultivo do que nas datas estabelecidas no calendário. Sabe-se que os estádios de desenvolvimento são afetados pelo ambiente em que se inserem o ano-safra e a data de semeadura, pela cultivar, pelo histórico da área de cultivo, entre outros fatores. Apesar de muitos componentes do rendimento de grãos serem controlados geneticamente, é comum uma mesma cultivar, semeada em locais diferentes, apresentar respostas distintas, demonstrando o efeito do ambiente. De forma geral, as plantas (inclusive o trigo) têm momentos ótimos para responder à aplicação de insumos/práticas de manejo, mas quase não existem exceções no que diz respeito à sequência das distintas etapas do cultivo (GARCÍA, 1991).

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2ª edição

Abr/2014

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