Adubação

A maior disponibilidade de elementos nutritivos no solo se apresenta entre os meses de setembro e dezembro, coincidindo com o período de maior eficiência da planta. Nitrogênio e potássio participam com a maior porcentagem na composição nutricional da planta de erva-mate. 

Deve-se distinguir a adubação nas diferentes situações: adubação de sementeira, adubação de viveiro, adubação de pré-plantio e adubação de produção.

O uso de calagem não tem sido comumente adotado em função das diferentes e contrastantes respostas obtidas pelos produtores.

Adubação de plântulas nas sementeiras

Não é recomendável a adubação de plântulas nas sementeiras, pois os problemas referentes às sementeiras parecem depender mais da natureza e qualidade do substrato do que da adição de nutrientes aos mesmos.

Adubação de pré-plantio

Antes da instalação do erval, preferencialmente a lanço, aplicam-se fertilizantes fosfatados e potássicos, de acordo com os resultados da análise do solo. 

Se o produtor tiver interesse em plantar uma outra cultura entre as linhas da erva-mate, a aplicação dos adubos deve ser feita na área total e na formulação e dosagem indicadas para a cultura intercalar.

Caso não haja interesse em intercalar uma outra cultura, o produtor poderá adubar somente uma faixa de 1,5 m, ao longo da linha de plantio da erva-mate, com 50 kg a 100 kg por hectare do adubo com fórmula (NPK) 10-20-10. Esta prática tem obtido sucesso por alguns produtores. Nos anos posteriores, de acordo com o crescimento das plantas, pode-se ampliar o domínio dessa faixa. 

Para as adubações de cova, recomenda-se 2,5 g de superfosfato simples ou yoorin, 0,5 g de cloreto de potássio, 50 mg de bórax e 100 mg de sulfato de zinco por litro de terra retirada da cova. Como condicionador de solo, sempre que possível, deve-se usar adubos orgânicos curtidos, ao redor de um quinto do volume da cova.

Adubação de produção

Do terceiro ano em diante, quando as plantas entram em produção comercial, recomenda-se fazer a análise do solo e recorrer aos agrônomos ou engenheiros florestais do serviço de extensão rural. Para cada tipo de solo, há uma adubação específica e, em muitos casos, é necessária apenas uma adubação de reposição dos nutrientes que são levados com as folhas para as indústrias de processamento. 

As adubações devem ser feitas em duas aplicações, sendo uma em setembro e a outra em dezembro, preferencialmente. Deve-se avaliar a possibilidade de, pelo menos, a primeira aplicação de adubos fosfatados e potássicos ser feita no início da brotação. A primeira aplicação de nitrogênio deve ser feita, se possível, no inchamento das gemas.

Independente do teor na folha, não se recomenda aplicar potássio, se a sua quantidade no solo for maior que 100 ppm (partes por milhão), na camada de 0-20 cm e maior que 50 ppm, na camada de 20 cm a 40 cm do solo.
Os adubos devem ser distribuídos ao redor das plantas de erva-mate, na projeção da copa e distanciados 30 cm do tronco.

Sempre que houver possibilidade, deve-se usar o adubo orgânico. Para tanto, deve-se considerar o teor de nitrogênio e de potássio do adubo orgânico e a necessidade de aplicação desses nutrientes. 

Adubação de viveiro

Tal como na sementeira, a adubação de viveiro depende muito da fertilidade natural do substrato utilizado. Naqueles substratos de baixa fertilidade, podem ser adicionados os adubos na fórmula (NPK): 4-14-8; 4-30-10 e 10-20-10 à base de 2 kg a 3 kg por m³ de terra.

Calagem

Os trabalhos sobre o efeito da calagem do solo no comportamento do erval têm sido poucos até o momento e os resultados dessa pesquisa têm sido contrastantes, em termos de correlação positiva da calagem com o crescimento das plantas. Isso demonstra, portanto, a necessidade de aprofundar os estudos nessa área, de forma a averiguar melhor o efeito dessa prática. A erva-mate é uma cultura que absorve grandes quantidades de cálcio e magnésio, porém cresce com maior vigor em solos ácidos (baixo pH), tolerando altos teores de alumínio.

Solos

Consideram-se solos aptos para o plantio da erva-mate aqueles que apresentam boa profundidade, boa drenagem e fertilidade natural de média a alta. 

Solos com menos de um metro de profundidade ocasionam queda no desenvolvimento e rendimento da erva-mate, acentuados em períodos de deficiência hídrica, reduzindo a vida útil das plantas. A cultura não suporta solos compactados e/ou encharcados.

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2ª edição

Abr/2014

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